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Clima de terror faz motoristas voltarem para as garagens mais cedo


O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informa que devido aos atos de vandalismo os colaboradores se sentiram inseguros para continuarem as atividades e voltaram para as garagens por conta própria, na noite desta quinta-feira (23). Ao todo, foram um ônibus articulado queimado e outro parcialmente, além de 34 ônibus depredados. O prejuízo chega a quase R$ 2 milhões.

De acordo com o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, em nenhum momento as empresas ordenaram a volta de seus colaboradores, no sentido de prejudicar a população. Os trabalhadores, por medo do caos que havia se instalado na cidade e apoiados pelo sindicato laboral, decidiram retornar para as garagens.

“A intenção das empresas é prestar o serviço de forma regular, pois ônibus parados representam um custo enorme para as mesmas. Diante da situação de pânico não se podia obrigar os colaboradores a trabalhar, pois jamais iríamos colocar a vida deles e dos usuários em risco. O que vimos nos últimos dias foram atos de vandalismo, inclusive com o uso de artefatos de guerrilha urbana, como o coquetel molotov”, destaca.

Ainda de acordo com Borges, assim que as empresas souberam dos ataques, imediatamente as autoridades policiais foram comunicadas, porém a resposta não foi em tempo hábil, o que gerou pânico entre os trabalhadores e eles retornaram para as garagens.

“Não recebemos nenhum documento ou ligação das autoridades policiais na noite de ontem para que fossem colocados policias dentro dos coletivos, se estivéssemos recebido algum posicionamento, as concessionárias não hesitariam em aceitar. Ao contrário, quando procuradas as autoridades não deram retorno quanto ao reforço na segurança”, finaliza.

Isenção tributária
O Sinetram informa, ainda, que as empresas de transporte não reconhecem a dívida relacionada ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Existia um subsídio concedido pelo Governo para a isenção do tributo até o ano passado, tanto que nem constava na planilha, e que foi suspenso este ano pelo Estado.
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