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Efeitos da Operação no consumo do manauara será discutido na Câmara

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) vai convidar representantes do Ministério da Agricultura, da Vigilância Municipal (DVISA Manaus) e Estadual, da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento, da Delegacia do Consumidor para tratar, nas comissões técnica de Saúde e de Defesa do Consumidor, sobre os efeitos da Operação Carne Fraca na cidade de Manaus, que detectou, em nível nacional, carnes impróprias para consumo.
 
Nesta segunda-feira (20), requerimento de autoria do presidente da Casa Legislativa Municipal, vereador Wilker Barreto (PHS), e assinado pelos demais vereadores, foi aprovado por unanimidade pelo plenário. “O desmantelamento dessa grande quadrilha pegou o Brasil de surpresa”, disse Wilker Barreto, que fez questão de demonstrar, da tribuna, após seu retorno de São Paulo, todo o seu desapontamento em relação ao tratamento que as grandes empresas estão dando à carne comercializada.
 
“Mas ficou uma dúvida. Será que podemos consumir esses derivados produzidos?”, questionou. Segundo o vereador, aproximadamente 80% das proteínas de carne que se consomem no Amazonas hoje vêm de fora do Estado. “Precisamos ter a certeza dos órgãos competentes e obter maiores informações e esclarecimentos quanto à carne que está sendo comercializada. A Dvisa está na ponta dessa cadeia e fiscaliza quando o produto é comercializado, mas a liberação dos produtos é feita pelo Ministério da Agricultura”, explicou o presidente, ao assegurar que a Câmara vai se posicionar de forma firme e dura quanto a essa questão.
 
Wilker Barreto delegou às duas comissões técnicas, de Saúde e de Defesa do Consumidor, a entrarem em contato com todos os órgãos responsáveis por essa fiscalização e agendar um dia para a Audiência Pública ainda nesta semana. “Esta Casa precisa dar uma resposta rápida à população. Da forma como está, é estarrecedor, o que chega ao limite, que leva o ser humano a comercializar produtos estragados”, disse.
 
Tarifa do transporte coletivo
 
O presidente também fez questão de dizer que, mesmo de longe, acompanhou de forma muito madura, a posição firme que está tendo a Câmara Municipal de Manaus na condução das discussões em relação ao transporte coletivo. Wilker Barreto pediu, inclusive, ao presidente da Comissão de Transportes da Casa, Rosivaldo Cordovil (PTN), que faça requerimento ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para solicitar o resultado da investigação dos dados da planilha, conforme ficou acertada em reunião, no Tribunal, com os órgãos e sindicato das empresas, ocasião em que estava prefeito em exercício.
 
De acordo com o presidente da Casa Legislativa, o Ministério Público de Contas, a Secretaria de Fazenda e o Tribunal iriam fazer a análise dos dados da planilha e por isso tem que haver o desdobramento desse estudo. “Pedi, inclusive, ao presidente do TCE, Ari Moutinho, que a Câmara tivesse assento nas próximas reuniões do transporte coletivo. De pronto, colocou à disposição ao debate. Acho importante que o levantamento do Tribunal de Contas chegue a esta Casa”, disse.
 
Invasões
 
Da mesma forma, Wilker Barreto também pediu ao presidente da Comissão do Meio Ambiente, Professor Frasuá (PV), que a Comissão tenha uma agenda de enfrentamento às invasões. “Não podemos permitir que a pretexto do grande déficit habitacional da cidade, que é fato e existe no Brasil todo. Mas, se formos nessa lógica, vamos derrubar, vamos invadir porque existe um déficit, estamos criando situações que se voltam contra a própria população”, garantiu o vereador, ao afirmar que é muito difícil ir às áreas mais carentes da cidade e perceber que as máquinas não conseguem entrar e é preciso remover milhares de famílias para dar um pouco de sossego para eles próprios, tudo porque invadiram às margens dos igarapés.
 
O presidente ressaltou, ainda, o trabalho desse primeiro semestre da nova legislatura, que na sua avaliação vem tendo uma postura exemplar. “Em nenhum momento, mesmo diante das questões políticas, que faz parte, vem mantendo uma agenda positiva, de discutir diariamente os problemas da metrópole que não são poucos. De igual modo, temos 20 comissões estruturadas que têm condições de dar uma resposta de seus trabalhos para a população”, destacou.
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