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Governo não paga indenizações à famílias prejudicadas em incêndio

 Pouco mais de 40 famílias da Comunidade Artur Bernardes, que foram despejadas em 2012, pelo Governo do Estado, depois de um incêndio de grandes proporções, que destruiu quase todas as casas no terreno que fica no bairro São Geraldo, ao lado da ponte de acesso ao bairro São Jorge, decidiram ocupar o local novamente, nesta segunda-feira, 3.
A montagem das barracas, com pedaços de madeira e lonas, começou a partir das 06h00, mesmo com a forte chuva que começou a cair e fazem isso, segundo esclareceu o presidente da Associação de Moradores da Comunidade, Leonardo Farias dos Santos, porque o Governo não cumpriu com o acordo e ainda por cima cancelou o aluguel social, nem indenizou uma boa parte das famílias, que agora não têm para onde ir.
O presidente da Associação, Leonardo Farias, afirma que 40 famílias estão sem qualquer resposta ou ajuda do Governo, por isso decidiram levantar barracas no local e garantem que só vão sair de lá quando o problema foi solucionado em definitivo. O presidente da Comunidade Artur Bernardes lembra que em 2012 a destruição provocada pelo incêndio  e a ação de despejo do Governo, afetou mais de 500 famílias.
Pelo menos 200 famílias já foram indenizadas, outras 127 aderiram ao Programa de Habitação e continuam cadastradas na Suhab, no entanto, até hoje não foram contempladas. Santos disse que ele e outros representantes da Comunidade, foram procurar a Suhab e foram informados que as moradias que seriam construídas, estão com as obras paralisadas porque o Governo não dispõe desses recursos.
“O  pagamento do aluguel social foi suspenso pelo Governo em janeiro e informou que pagaria as indenizações estipuladas no valor de R$ 35 mil, a partir do começo de março, mas o mês já terminou e ninguém recebeu nada, nem tão pouco, foram entregues as moradias prometidas”, denuncia o presidente da Associação de Moradores.
Os ocupantes do terreno, Erinaldo Arruda, Fernando Moura, e Maria auxiliadora que também tem três filhos, alegam que estão em situações difíceis porque os donos das casas que alugaram e vinha morando ater agora, já lhes deram até prazos para desocuparem os imóveis.
 “Agora vamos acabar no olho da rua. Por isso decidimos fazer essa ocupação e não vamos arredar o pé daqui até que o problema seja resolvido de uma vez por todas”, disse Erinaldo Arruda com apoio de outros pais de família.
 

Pparalisação das obras foi confirmada pela Secretaria

Uma consulta à Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana (SERMM),  confirmou a paralisação das obras de construção das casas que iriam beneficiar estas famílias e outras que estão dentro do Programa de Habitação. Informou ainda que o Programa que deve viabilizar a continuidade das obras, ainda passa por avaliação do Ministério das Cidades.


Suspensão do aluguel social e indenizações

Até o final da manhã a Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab) ainda não havia se manifestado sobre o cancelamento do benefício Aluguel Social e das indenizações direcionadas às famílias despejadas da área da Comunidade Arthur Bernardes em 2012, depois do incêndio que destruiu dezenas de casas e acelerou o processo de desocupação do terreno entre os bairros São Geraldo e São Jorge, na Zona Oeste de Manaus.
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