Começa corrida para eleger novo governador do Amazonas


Começa a corrida eleitoral para a sucessão do governador José Melo (PROS) e do seu vice Henrique Oliveira (SD). Os dois tiveram os mandatos casados por 5 votos a 2, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em sessão realizada na manhã de quinta-feira (4). A corte determinou a execução imediata da decisão. A defesa do governador, no entanto, ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), que pode determinar sua manutenção no cargo até o julgamento do recurso.
 
Vários nomes já surgem como possíveis candidatos nessa disputa. Entre os mais fortes, mas que teriam de renunciar aos seus atuais mandatos estão os do prefeito e do vice-prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB) e Marcos Rotta (PMDB), respectivamente, além de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e também de magistrados.
 
Outros nomes fortes que não precisam renunciar os seus mandatos para serem candidatos são do senador Eduardo Braga (PMDB), dos deputados estaduais Josué Neto (PSD) e Serafim Correa (PSB), dos deputados federais Arthur Bisneto (PSDB) e Silas Câmara (PRB) e, ainda, Marcelo Ramos e Amazonino Mendes. José Melo e Henrique Oliveira não poderão se candidatar, estão com os direitos políticos suspensos.
 
 
Articulações
 
As articulações de bastidores são fortes, mas ninguém se aventura em um prognóstico mais preciso. A defesa do governador ainda tem cinco dias para recorrer. Ainda cabem dois recursos: Embargo de Declaração, que é um recurso protelatório que tem o escopo de clarear alguma obiscuridade ou omissão na decisão recorrida e, em tese, serve apenas para retardar um pouco a execução da sentença. O outro é Cautelar de Embargo, que pode até suspender a realização da eleição em curso.
Enquanto isso, quem vai responder pelo governo do Estado é o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado David Almeida (PSD), que terá de convocar eleição direta para a escolha do novo governador e vice-governador, no prazo máximo de 60 dias. Ele disse que ainda aguarda a comunicação oficial da Justiça Eleitoral para assumir o cargo.
 
A ação contra o governador foi apresentada à Justiça Eleitoral pela coligação que tinha o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) como candidato ao governo, nas eleições de 2014. Melo é acusado de comprar votos. O governador e seu vice já haviam sido condenados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, sentença confirmada agora pelo TSE. Votaram pela cassação os ministros Edson Fachin, Ademar Gonzaga, Luís Barros e Hermam Benjamin e pelo provimento do recurso o relator Napoleão Maia e a ministra Luciana Lóssio. 

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da Redação - Manaus/AM