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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Doria descarta presidência: seria um ato de traição e deslealdade com Alckmin

 Prestes a receber o título de cidadão soteropolitano, o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), concedeu entrevista, na manhã desta segunda-feira (7), ao apresentador Mário Kertész, na Rádio Metrópole. Na oportunidade, Doria mais uma vez foi questionado sobre a possibilidade de concorrer à presidência da República no pleito de 2018 e, novamente negou. "Você sabe que eu tenho sete meses como prefeito da capital de São Paulo. A minha responsabilidade é ser um bom prefeito e fazer jus aos 53% dos votos. Tenho uma grande responsabilidade em administrar a cidade. Este é meu foco. Em menos de sete meses esta ideia extrapola a nossa gestão. Nunca tive função pública eleitoral. Terem me colocado em pesquisas me orgulha. É sempre bom ser lembrado e bem lembrado", afirmou, reforçando que não trairia o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
 
"Eu não faria isso. Você me dá a oportunidade de dizer aos baianos que eu não faria isso. Lealdade é um aprendizado que tive com meu pai. Não se trai os amigos. Não vou fazê-lo. Já eu já disse que se existirem prévias no PSDB para indicar o candidato à presidência da República e se Geraldo Alckmin for disputar as prévias não há a menor hipótese de eu sequer considerar esta alternativa. Seria um ato de traição, rebeldia e deslealdade com o governador de São Paulo, que é um homem do bem, um homem correto,um bom governador. Já cumprindo aqui seu quarto mandato e além de tudo meu amigo. São 37 anos de amizade. Não se joga uma amizade de quase 40 anos pela janela. Por isso vou sempre com muito tato neste tema presidencial, mas também feliz por ser lembrado".
 
O prefeito da capital paulista também falou sobre a torcida do contra com relação à sua gestão e diz achar graça das atitudes dos opositores. "Torcida do contra é impressionante. É uma torcida da esquerda dos extremistas. Meu campo de atuaçao é do equilíbrio, centrado, focado. Às vezes, até internamente tem o fogo amigo. Vou me divertindo com esta história e isso aumenta muito nosso desafio", disse.
 
Sobre as viagens que tem feito pelo país, Doria nega campanha ou ato anti-Lula, mas reafirma o posionamento. "Já tenho a posição anti-Lula antes de entrar na política. No auge do governo Lula eu me posicionei em São Paulo contra o mensalão, aquela excrescência. Foi um rombo ao cofres públicos que o PT realizou ao longo de 13 anos de gestão. Sou anti-Lula, anti-Dilma, anti-PT".
 
 
PSDB dividido
Com o PSDB dividido com relação à denúncia contra o presidente Michel Temer, Doria acredita que lá na frente o partido possa tirar vantagem desta situação. "Gostaria que o PSDB estevisse em condições mais sólidas. O PSDB, pela sua dimensão, nunca tem opiniões iguais e sempre tem manifestações distintas. Como as eleições serão em outubro do ano que vem ainda há um tempo longo para que isso possa ser avaliado e maturado. Mais adiante, o desgate pode ser tranformado em vantagem", avaliou.
 
Reformas
A favor do presidente Michel Temer e das reformas, Doria elogiou o ministro da Fazenda, Henrique Meireles e diz acreditar que as reformas passem. "A permanência de Temer é a preservação da política econômica. Henrique Meireles tem sido um bom gestor", afirmou, evitando comentar a baixa popularidade do presidente. "Acredito num Congresso Nacional e na votação da Reforma da Previdência. Creio num Congresso através dos seus principais partidos, exceto o PSOL e outros que votam contra tudo que é bom para o Brasil. Já a Trabalhista tenho convicção que será ratificada e a previdenciária, não prejudicando aqueles que já têm os direitos adquiridos, é possível ter sua aprovação".
 
João Doria estará em Salvador às 15h para receber o título de cidadão soteropolitano na Câmara Municipal de Salvador, com cerimnônia marcada para às 19h. O proponente da honraria é o vereador de primeiro mandato Felipe Lucas (PMDB), que acredita que o fato de o pai e o avô do prefeito da capital paulista serem baianos, o faz merecedor do título de cidadão soteropolitano. João Doria é filho do ex-deputado federal baiano João Agripino da Costa Doria Neto, que teve mandato cassado em 1964 pelo Regime Militar. A convite do Fórum Empresarial da Bahia, Doria também irá ministrar uma palestra hoje para empresários baianos sobre o tema Excelência na Gestão, às 17h, no teatro da Casa do Comércio. João Doria, além de prefeito, é empresário e publicitário paulista, criador e presidente licenciado do Grupo Doria.

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