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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Em homenagem à Lei Maria da Penha, alunos são premiados em Concurso de Redação

(Foto: Semcom)
A ficção se misturou a realidade. Histórias pessoais e o alerta sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher ganharam destaque no 1º Concurso de Redação da Secretaria Municipal da Mulher Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), que nesta terça-feira, 8/8, premiou os melhores textos produzidos por alunos da Rede Municipal de Educação.
 
Os três primeiros colocados receberam das mãos  do prefeito Arthur Virgílio Neto um microcomputador completo, um tablet e uma câmera fotográfica, respectivamente. Durante a solenidade, realizada no Parque Municipal do Mindu, Parque Dez, zona Centro-Sul, o prefeito destacou a importância social da atividade extracurricular e a maneira como a escola pode influenciar positivamente na vida dos alunos.
 
"A Lei Maria da Penha completou 11 anos de serviços prestados em respeito aos direitos da mulher brasileira. E aqui temos uma atividade muito importante para ensinar, desde cedo,  a esses jovens que a mulher é intocável, que não se deve fazer nada contra o mais fraco e que um ser humano deve respeitar o outro", afirmou Arthur Neto.
 
Participaram do concurso alunos do 6° ao 9° ano do Ensino Fundamental de escolas municipais, que desde março estiveram envolvidos em palestras, oficinas, filmes e reportagens, para que entendessem os vários tipos de violência sofrida pelas mulheres.
 
"A cada 15 segundos uma mulher é vítima de violência no Brasil, por isso o melhor momento para discutirmos sobre os direitos da mulher é dentro da sala de aula, com os cidadãos de amanhã", pontuou o secretário municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos, Elias Emanuel.
 
“Conhecer a Lei Maria da Penha e a tipificação de todas as variações da violência contra mulher fez com que muitos estudantes vissem manifestações desta violência, onde não achavam que existia. Eles perceberam que vivenciavam em seus lares. Isso é importante, pois a questão da violência contra a mulher não é um problema somente das mulheres. É um problema da sociedade como um todo”, reforçou a subsecretária de Políticas Afirmativas para as Mulheres, Socorro Sampaio.
 
O concurso de redação é resultado da parceria entre a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), por meio da Subsecretaria de Políticas Afirmativas para as Mulheres, e a Secretaria Municipal de Educação (Semed), com o objetivo de promover a discussão entre os estudantes sobre a realidade da violência contra a mulher.
 
Ao todo, foram escolhidas 29 redações que obedeceram aos critérios estabelecidos no regulamento, como adequação ao tema, coesão e coerência textual, uso dos elementos linguísticos e argumentação. Todas as redações foram avaliadores por uma comissão julgadora de professores de Língua Portuguesa da Semed.
 
"Educação é o início de tudo e não podíamos ficar de fora dessa reflexão. Conseguimos levar aos nossos alunos o  entendimento de que o direito das mulheres não  é uma coisa menor, além de provocar a observação crítica do seu cotidiano e fazendo com que se vejam como sujeito ativo de uma transformação social", disse a secretária municipal de Educação,  Kátia Schweickardt.
 
Premiação
 
A data de premiação faz alusão à passagem do 11° aniversário da Lei Nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha. Além dos prêmios entregues aos primeiros colocados, todos os 29 finalistas receberam medalhas e certificados.
 
Com o título  "Mulheres informadas, abusadas nunca mais", Juliana Santos da Silva, de 14 anos, levou o primeiro lugar. Para a aluna da Escola Municipal Aristóteles Bezerra de Castro, a principal ferramenta de defesa da mulher é a informação.  "Quando ela conhece seus direitos, seu espaço, ela se empodera e toma coragem para denunciar. A mulher precisar ter força e quanto mais cedo ela denuncia, menos ela se abate", defendeu.
 
A rede municipal de ensino trabalha durante todo o ano letivo, diversos assuntos que envolvam a questão da violência, seja contra crianças, idosos, mulheres, direcionando a um tema específico em algumas oportunidades, como no caso do concurso.

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