Epresário e sócia são alvos de mandados de prisão

 A operação deflagrada na manhã desta terça-feira (5) pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal foi batizada de Unfair Play. A ação investiga a compra de jurados na eleição da cidade do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016.
 
Os agentes da força-tarefa cumprem mandados de busca e apreensão na casa do presidente do Comitê Olímpico, Carlos Arthur Nuzman. De acordo com o site G1, há também dois mandados de prisão expedidos contra o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, conhecido como Rei Arthur, ex-dono da fornecedora do Estado chamada Facility, e outro contra Eliane Pereira Cavalcante, ex-sócia de Arthur Filho na referida empresa.
 
Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio. O dinheiro do esquema vinha do empresário Arthur Soares, que chegou a ter contratos que somavam milhões de reais com o governo do estado. O empresário abastecia uma conta no Caribe, que era gerenciada por um operador financeiro do grupo de Sérgio Cabral. Arthur Soares vive em Miami, nos Estados Unidos, e pode ser preso lá ainda nesta terça.
 
Em um prédio luxuoso em Laranjeiras, também na Zona Sul do Rio, os agentes tentam cumprir o mandado de prisão contra Eliane. A empresa Facility possuía contratos milionários com o governo do estado na gestão de Sérgio Cabral, através do fornecimento de pessoal e de serviços.
 
Os procuradores descobriram que o grupo, para ter mais contratos com o governo do estado, pagava propina a Sergio Cabral a partir de uma conta na Antígua e Barbuda. O dinheiro depositado nesta conta foi usado também para pagar a compra de votos para que o Rio fosse sede da olimpíada do ano passado.
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da Redação - Manaus/AM

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