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Profissionais da rede estadual de ensino projetam melhorias na carreira com abono salarial vindo do Fundeb

   A pedagoga da escola, Cinthia Moreira, 36, ressalta que a responsabilidade de cada profissional em sala de aula na formação social e acadêmica dos cidadãos deve ser respeitada diariamente.

A partir do dia 20 de setembro, mais de 30 mil professores e pedagogos da rede estadual de ensino passam a receber a primeira parcela do abono salarial do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O abono foi concedido em agosto pelo governador David Almeida e o valor destinado para a categoria será de R$ 236 milhões, a serem pagos em quatro parcelas.

Na Escola Estadual de Tempo Integral Helena Araújo, localizada no bairro São Francisco, na zona sul de Manaus, o sentimento de valorização e de realizações pessoais estão presentes na vida dos servidores.

O abono será pago de acordo com a carga horária que pode ser de 20, 40 e 60 horas. Os profissionais que atuam em regime de trabalho de 20 horas devem receber aproximadamente R$ 6 mil. Já os de 40h e 60h, respectivamente, R$ 12 e R$ 18mil. Há mais de dez anos na profissão, a professora Ivanilde de Lima, 31, afirma que o abono vai ajudar a realizar alguns planos pessoais.

“O Fundeb veio em boa hora e acredito que seja uma ação benéfica a todos os educadores. Com esse recurso, vou poder reformar meu apartamento e, possivelmente, fazer uma viagem com a família, além de ajudar alguns familiares que dependem da minha ajuda financeira. É um sentimento de dignidade e respeito porque há muito tempo nos foi negado esse benefício, e hoje vimos que fomos valorizados”.


Responsabilidade

A pedagoga da escola, Cinthia Moreira, 36, ressalta que a responsabilidade de cada profissional em sala de aula na formação social e acadêmica dos cidadãos deve ser respeitada diariamente.

“Sempre tivemos esse direito porque é uma verba federal, mas nem sempre foi concedido, e agora se fez valer e vai contribuir de forma positiva nas nossas finanças. Vou atualizar minhas contas e fazer novos planejamentos na minha vida profissional, afinal temos uma grande missão em ajudar na formação de todos os alunos a serem grandes profissionais e cidadãos na sociedade”.

O professor Carlos Raposo, do 2º ano do ensino fundamental I, ressaltou que o apoio é essencial para a classe. “Toda ajuda financeira é bem vinda para nossa categoria porque já temos um teto salarial baixo e, quando temos alguém que lute para fazer valer o nosso direito, ficamos gratos e cheios de boas esperanças para nossa categoria”.


Sem despesas

Em 28 de agosto, dia em que fez o anúncio do pagamento do abono, o governador David Almeida comentou que não foram criadas novas despesas.

“Eu não estou fazendo mais que a minha obrigação. Esses recursos já são carimbados, já estão em caixa e nós vamos fazer o pagamento em quatro parcelas. Nós não estamos criando nenhuma despesa, essa é uma receita extraordinária e nós não estamos criando uma despesa fixa com o pagamento do abono”, destacou o governador David Almeida.

Sobre o abono - Pela Lei 11.494/2007, que regulamenta o Fundeb, é previsto que pelo menos 60% dos recursos do fundo sejam destinados ao pagamento de profissionais do magistério que estão em atividade dentro da escola. Os 40% restantes devem ser aplicados nas demais ações de manutenção e desenvolvimento do ensino.

Quando existe “sobra de recursos” não aplicados dentro do percentual estimado de 60%, o valor restante deve ser rateado com os professores em exercício. A última vez que foi pago abono com sobras do Fundeb aos professores da rede estadual foi em 2014 e os valores variaram entre R$ 500, R$ 1.000 e R$ 1.500.


FOTOS: BRUNO ZANARDO/SECOM

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