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Defesa de Lula quer destruição de 462 ligações telefônicas interceptadas com autorização de Moro


Os advogados do ex-presidente Lula pediram ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), por meio de um mandado de segurança, que o juiz federal Sergio Moro destrua 462 ligações telefônicas que foram interceptadas de forma ilegal no telefone do escritório Teixeira, Martins e Advogados.

De acordo com publicação do jornal Folha de S. Paulo, a defesa do ex-presidente afirma que as gravações contêm diálogos do advogado Cristiano Zanin com o próprio Lula, em que ele orienta o cliente sobre aspectos de sua defesa, além de ligações do defensor a outros colegas que atuavam na causa. As conversas entre advogados e clientes estão protegidas por sigilo e não podem ser devassadas.

As gravações das chamadas em telefones ligados a Lula foram autorizadas por Moro em fevereiro de 2016, e se estenderam até março. Entre as conversas estava o já célebre diálogo entre Lula e Dilma Rousseff em que a então presidente acertava com o petista a posse dele como ministro do governo dela. Na ocasião, a divulgação da conversa por Moro acabou impedindo que Lula tomasse posse, por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Durante o período, mais de cem mil chamadas foram interceptadas de vários telefones ligados a Lula e resultaram em cerca de 417 horas de gravação. Na época, Moro explicou, por meio de um ofício, que o celular de Roberto Teixeira, um dos sócios do escritório, havia sido interceptado "já que ele é diretamente investigado no processo".



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