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Professora que evitou tragédia maior em Janaúba é sepultada como heroína


JANAÚBA - Em frente ao velório São João Batista, em Janaúba, o sentimento de centenas de pessoas era de tristeza e admiração. Familiares, amigos e trabalhadores comuns se despediram da professora Heley de Abreu Silva Batista, de 43 anos, considerada a heroína da tragédia. Foi velada em caixão fechado para não expor as queimaduras que atingiram 90% do seu corpo.

Ela ficou conhecida por ter conseguido salvar boa parte das crianças que estavam na creche Gente Inocente e também lutado contra o vigilante Damião Soares dos Santos, de 50 anos, que provocou o incêndio.

De acordo com testemunhas, Heley tentava socorrer as crianças em meio ao incêndio e à fumaça que tomava a creche, pequena e sem muita ventilação, quando percebeu que o vigilante estava retornando para o local, com mais combustível e um palito de fósforo nas mãos.

A professora tentou impedir o criminoso e os dois chegaram a entrar em luta corporal na unidade. Ambos morreram depois - Santos teve 80% do corpo queimado. A morte de Heley foi confirmada na noite de quinta-feira, 5, por funcionários do hospital onde ela ficou internada, na cidade de Janaúba.

Iniciado na manhã desta sexta-feira, 6, o velório da professora se estendeu por horas e o corpo de Heley foi transportado para o cemitério em um carro dos bombeiros, com a presença do prefeito de Janaúba. A atitude da professora foi elogiada por policiais militares e por bombeiros de Minas, que destacaram sua coragem diante da tragédia.

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