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Denise Fraga e Sérgio Mamberti vão a ato a contra Silvio Santos


Na luta para impedir que Silvio Santos leve adiante o plano de construir um grande empreendimento imobiliário no terreno que contorna o Teatro Oficina, na Bela Vista, o diretor José Celso Martinez Corrêa convocou artistas, políticos e ativistas, além dos moradores da cidade, para um “protesto festivo” no próximo domingo, dia 26. O ato, chamado de Domingo no Parque, em referência a um antigo programa do SBT, canal de Silvio Santos, vai ter início às 14h com uma concentração em frente ao Teatro Oficina, onde haverá um culto ecumênico e shows de música, e de onde, às 16h, os manifestantes sairão em caminhada para cercar o teatro. Estão confirmadas as presenças dos atores Denise​ ​Fraga, Sérgio​ ​Mamberti e​ ​Celso​ ​Frateschi,​ ​da sambista ​Leci​ ​Brandão e dos vereadores Eduardo​ ​Suplicy (PT) e Roberto Natalini (PV), autor de um Projeto de Lei pela criação do Parque do Bexiga nos terrenos que hoje são de posse de Silvio Santos.

O ato integrará uma movimentação ainda maior, a Aliança Cosmopolítica, que deve tomar outros pontos da cidade simultaneamente. Ela é organizada por diversos grupos que propõe repensar o espaço público, clamando, por exemplo, pela criação de parques e pela manutenção de territórios indígenas na cidade. O evento também integra a Bienal de Arquitetura, atualmente em curso, que participa do debate junto com o Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (Sasp).

Além da reunião em frente ao Oficina, as concentrações do protesto ocorrerão em outros dois endereços, cada um com sua própria chamada no Facebook. Às 11h, em clima carnavalesco, na altura do número 200 da Rua Augusta, a associação Parque Augusta promove a captação da água do lençol freático para criar uma cachoeira no local. A sugestão deles é usar trajes de banho para participar de um improvisado parque aquático. Às 15h, o cortejo segue para o Bexiga, onde encontrará os manifestantes em frente ao Oficina.

No Vale do Anhangabaú, às 14h, o Goethe-Institut de São Paulo e o grupo Terreyro Coreográfico, que promove intervenções urbanas, reúnem moradores das aldeias guaranis Kalipety (no distrito de Marsilac) e Tenondé Porã (de Parelheiros). Eles irão distribuir sementes nativas enquanto cantam e dançam. A previsão é fazer uma parada na Praça da Sé, local do primeiro levante indígena contra os portugueses, e também pegar o rumo para o Bexiga.

O Teatro Oficina é o ponto de convergência das manifestações. Às 15h, está previsto um ato ecumênico, seguido de um abraço coletivo ao redor do quarteirão do polêmico terreno. Haverá também música, intervenções artísticas e um rito de lavagem das ruas. E tudo acaba em Carnaval com os blocos Ilú Obá De Min, Fuá e Batardo. A Casa 1 (projeto de cultura e acolhimento LGBT), o DJ Tutu Moraes (da festa Santo Forte) e o Coral da USP também participam dos protestos.



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