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MP da Colômbia pede investigação de oito legisladores por caso Odebrecht


O Ministério Público da Colômbia pediu nesta quarta-feira (15) à Corte Suprema investigar oito legisladores da base do presidente Juan Manuel Santos e um de seus ex-ministros acusados de envolvimento no caso Odebrecht. Os parlamentares formavam um grupo chamado "Os Tratores" e foram contratados para fazer lobby com colegas para aprovar no Congresso medidas que beneficiassem as atividades da construtora brasileira no país. A remuneração seguia uma taxa de sucesso Para a concessão de uma estrada em 2012, foram pagos US$ 2 milhões ao grupo e outro US$ 1 milhão aos articuladores —o ex-senador Otto Bula e o empresário Federico Gaviria.

Neste caso, dizem os procuradores, a equipe tinha quatro senadores —Armando Benedetti, Mussa Besaile, Bernardo Elías e Antonio Guerra. As investigações mostram que o dinheiro foi pago por uma empresa offshore do Panamá. O grupo teria agido também para facilitar a aprovação da participação da companhia brasileira na extensão de uma estrada, com a ajuda do então ministro dos Transportes, Miguel Peñaloza, entre os anos de 2013 e 2015.

Além dos quatro citados, também entraram no grupo os senadores Álvaro Ashton, Sandra Villadiego, Martín Morales e o deputado Ape Cuello. No total, eles teriam recebido 50 bilhões de pesos colombianos (R$ 54,7 milhões). Os procuradores também pedem a investigação do senador Plinio Olano, acusado de receber 500 milhões de pesos (R$ 547 mil) por uma obra. Assim como no Brasil, os legisladores só podem ser julgados na Corte Suprema.

Nas contas do Ministério Público, a Odebrecht pagou US$ 27,7 milhões em propina na Colômbia. Ao Departamento de Justiça dos EUA, a empreiteira havia reconhecido no ano passado ter usado US$ 11,1 milhões para o suborno. Os políticos negam qualquer envolvimento. "Não entendo por que eu fui mencionada se nessa época em nem era parte do Congresso. [...] Estou tranquila e muito surpresa. Parece uma espécie de caça às bruxas", disse Villadiego.

Ex-presidente do Partido Social da Unidade Nacional, de Santos, Benedetti acusa os procuradores de persegui-lo e o ex-vice-presidente Germán Vargas Lleras, cotado para concorrer à Presidência em 2018, de armação.

"É outra tentativa de colocar meu nome na lama. Respeito o processo, mas tenho que dizer à opinião pública para desmentir essa estratégia descarada de desprestígio", afirmou, em uma rede social.



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