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Coreia do Sul quer cooperação em Biotecnologia com o Amazonas


Um acordo de cooperação técnica entre institutos sul-coreanos de ciência e tecnologia e o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) para o desenvolvimento e fabricação de produtos como remédios e cosméticos a partir da matéria-prima regional foi um dos temas da reunião entre o superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Appio Tolentino, e ministro encarregado de negócios da Embaixada da Coreia do Sul no Brasil, Kwon Youngseup.

Além da parceria binacional para a realização de pesquisas sobre a biodiversidade amazônica, uma das principais pautas da reunião foi o funcionamento da Zona Franca de Manaus (ZFM). Após exposição sobre o modelo econômico, os coreanos procuraram saber mais detalhes sobre a discussão nacional acerca da continuidade dos incentivos fiscais do modelo.

“Percebemos que há três visões. Uma quer acabar porque acha que já durou o bastante. Outra quer manter e uma terceira acha que o mesmo sistema de benefício deve ser instalado em outras áreas do Brasil. O que devemos responder quando as empresas sul-coreanas nos questionam?”, quis saber o ministro, Kwon Youngseup.

O superintendente da Suframa respondeu que há um equívoco e polêmica partiu de um relatório do Banco Mundial sugerindo medidas que deveriam ser adotadas pelo governo brasileiro para a redução do seu déficit fiscal e a ZFM estaria entre essas medidas. Ainda segundo Appio Tolentino apesar da recessão inclemente, o modelo emprega atualmente 87 mil pessoas, com mais de 450 mil empregos indiretos e mais de 2 milhões de empregos pelo país afora.

“Isso é eficácia social. Somos o único gestor dos incentivos que presta contas ao país rigorosamente da renúncia fiscal que, atualmente, é de R$ 275 bilhões. Somando, com base nos dados da Receita, os incentivos administrados pela Suframa no Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia e Roraima, participamos com 8% do bolo. Os 92% da renúncia fiscal brasileira estão fora da Amazônia Ocidental, mais da metade no Sudeste do Brasil”, explicou Tolentino.

De acordo com Tolentino, dados da Receita Federal revelam que o Amazonas participa com 41% da arrecadação federal na Região Norte, com 44% na 2ª região fiscal, e 67%, se comparada aos estados da Amazônia Ocidental.

“Dados do IBGE atentam que, na ZFM, nos indicadores de transferência de renda, 41,3% são apropriados pela remuneração dos empregados. O Amazonas tem uma participação sobre o PIB de 17,1% sendo o 3º maior Estado representativo na relação arrecadação de imposto e PIB, ficando atrás somente de estados como São Paulo (17,5%) e Espírito Santo (17,5%)”, esclareceu o superintente da Suframa.

O diplomata coreano observou que é perceptível que o modelo ZFM é um caso peculiar e específico, que não se trata de oferecer mais vantagens para setores como o agronegócio ou empresas que podem crescer sozinhas e, sim, visa ao desenvolvimento de uma região que precisa.

“Nos anos 80, o governo sul-coreano concedeu benefícios especiais para algumas empresas. Houve muitas críticas, o governo persistiu na ideia e hoje essas empresas, LG e Samsung, se tornaram multinacionais de importância mundial. Acho que é parecido com a situação da ZFM”, disse Youngseup.

Além do ministro encarregado de negócios da Embaixada no Brasil, Kwon Youngseup, a delegação sul-coreana teve ainda a participação da primeira secretária para assuntos econômicos, Choi Eun-Young e da pesquisadora sênior Regina Jeon.






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