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Quatorze bairros de Manaus receberão ações de reforço no combate ao Aedes aegypti

Foto: Arquivo Semsa
As ações de combate ao Aedes aegypti serão intensificadas pela Prefeitura de Manaus em 14 bairros apontados como de alta vulnerabilidade para dengue, zika e chikungunya.

Os bairros Armando Mendes, São José, Coroado, Tancredo Neves, Redenção, Alvorada, Compensa, Cidade Nova, Novo Aleixo, Japiim, Parque 10, Centro, Flores e Raiz foram considerados prioritários a partir da construção do Mapa de Vulnerabilidade, elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde, com base nas informações levantadas no 1º Diagnóstico de Infestação do Aedes aegypti de 2018, realizado em janeiro.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, o Mapa de Vulnerabilidade é um dos instrumentos utilizados pela Prefeitura de Manaus para identificar as áreas de maior risco para as doenças transmitidas pelo Aedes, definindo ações prioritárias de prevenção.

“Além de informações do Diagnóstico de Infestação, realizado periodicamente pela Semsa, o Mapa de Vulnerabilidade inclui ainda dados sobre os locais de ocorrência de casos suspeitos de dengue, zika e chikungunya. Com isso, é possível identificar os bairros mais vulneráveis e estabelecer ações prioritárias para reduzir o risco para a população”, explica Marcelo Magaldi, lembrando que, em janeiro de 2017, Manaus apresentava 21 bairros de alta vulnerabilidade.

As ações de intensificação de controle do mosquito estão sendo realizadas por meio de Agentes de Controle de Endemias e Agentes Comunitários de Saúde. As equipes estão fazendo visitas casa a casa, intensificando atividades de Educação em Saúde e fortalecendo a implantação da estratégia 10 Minutos Contra o Aedes.

“A proposta é estimular maior envolvimento dos moradores e de lideranças locais, além da continuidade de ações interinstitucionais para apoiar o enfrentamento ao Aedes”, informa a chefe do Núcleo de Controle da Dengue na Semsa, Ruth Alexandre.

O Mapa de Vulnerabilidade também apontou 40 bairros classificados em Média Vulnerabilidade: Mauazinho, Colônia Antônio Aleixo, Puraquequara, Zumbi, Gilberto Mestrinho, Jorge Teixeira, Distrito Industrial II, Cidade de Deus, Colônia Santo António, Novo Israel, Nova Cidade, Colônia Terra Nova, Santa Etelvina, Tarumã, Lírio do Vale, Nova Esperança, Planalto, Bairro da Paz, Dom Pedro, São Jorge, Vila da Prata, Glória, Santo António, São Raimundo, Chapada, Presidente Vargas, Adrianópolis, Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora Aparecida, Praça 14, Cachoeirinha, Colônia Oliveira Machado, Educandos, Vila Buriti, Crespo, São Francisco, Petrópolis, Distrito Industrial I, Morro Liberdade e Betânia.

Os bairros com baixa vulnerabilidade são nove: Monte das Oliveiras, Lago Azul, Tarumã Açú, Ponta Negra, Santo Agostinho, São Geraldo, Aleixo, Santa Luzia e São Lázaro.

DiagnósticoDurante a realização do no 1º Diagnóstico de Infestação do Aedes aegypti de 2018, realizado em janeiro, agentes de endemias visitaram 29.871 imóveis em todos os bairros de Manaus, identificando e coletando as formas imaturas (larvas) do mosquito, além de eliminar e tratar os potenciais criadouros do mosquito.

Os dados foram utilizados para determinar o índice de infestação do mosquito em Manaus, que ficou em 3,0%, mantendo o município em Médio Risco para as doenças transmitidas pelo Aedes (médio risco compreende valores entre 1,0 e 3,9). No primeiro Diagnóstico de Infestação do Aedes realizado em janeiro de 2017, o Índice de Infestação foi de 2,6%.

O levantamento também indicou que os depósitos que mais contribuíram para a proliferação do mosquito Aedes aegypti em Manaus são do tipo lixo recipientes, garrafas, latas, ferro velho, representando 36,5%. O dado apresenta um aumento em relação ao 1º Diagnóstico da Infestação do Aedes realizado em janeiro de 2017, quando o percentual indicado foi de 31,1%.

Os recipientes de armazenamento de água para consumo em nível de solo, como tambores, tonéis ou camburões, barril e tina, representaram 32,1% dos depósitos.

“A Semsa também prossegue buscando parcerias com instituições públicas e privadas, que possam apoiar o enfrentamento ao Aedes no município. Mas é importante lembrar que o combate só é possível com a participação de toda a população, que deve fazer sua parte mantendo os domicílios livres de depósitos que possam contribuir para a reprodução do mosquito”, ressalta Ruth Alexandre.


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