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Brasileiro lidera equipe que investiga ataque químico na Síria


É de um brasileiro a responsabilidade de descobrir quais elementos foram usados na suposta arma química lançada pelo governo de Bashar al-Assad contra a cidade de Douma, na Síria, no último dia 7. Diretor de inspeções da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), o cientista Marcelo Kós lidera o esquadrão que está na capital síria desde o sábado (14).

"A equipe da FFM (Missão para Encontrar Provas) chegou a Damasco, na Síria, para começar os trabalhos", informou a organização no Twitter. Apontado como causa da morte de dezenas de pessoas e do envenenamento de centenas, o atentado químico é usado como justificativa para o lançamento de 100 mísseis pelos Estados Unidos, França e Inglaterra contra território sírio, na nesta sexta-feira (13).

A operação maciça teve como alvo três instalações — duas a Oeste de Homs e uma na área de Damasco — que estariam relacionadas a um suposto programa de armas químicas sírias. Damasco nega qualquer atentado biológico em Douma. A Rússia também chamou de "montagem" o alegado uso de agentes tóxicos e insiste na investigação da Opaq.

Como agem as armas químicas
Em entrevista ao Fantástico, especialistas explicaram que existem cinco classes de armas químicas. Os neurotóxicos, como os gases Sarin e o ainda mais potente VX, causam pane no sistema nervoso central, provocando dificuldade de respirar, convulsão, salivação excessiva e ataque cardíaco. As armas sufocantes, como o cloro, provocam sensação de sufocamento, ardor nos olhos, boca e nariz, além de acúmulo de líquido no pulmão. Os gases sanguíneos usam cianeto para bloquear a oxigenação nas células e causar a falência do corpo.

As toxicinas, como a Ricina e a Saxitoxina, provocam irritação nos olhos, nariz e garganta, além de edema pulmonar e podem matar. Ao contrário das vesicantes, como o Gás Mostarda, que não é letal, mas atacam a pele, causam dor intensa e podem levar à cegueira. As armas químicas foram proibidas em acordo humanitário internacional, firmado na Convenção de Genebra, e, desde 1997, entrou na jurisdição da Opaq, que investiga e destrói armas em laboratórios de Porton Down, no Sul da Inglaterra.



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