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Ex-governador José Melo fotografado barbado, magro e de chinelo, indo para audiência criminal


O ex-governador José Melo foi fotografado hoje (10/04) a caminho de audiência na 15ª Vara do Juizado Especial Criminal. Está barbado, mais magro e usava chinelos de dedo. Ele está preso desde antes do Réveillon 2017. “Foi um equívoco. Enviaram uma notificação direto para a Seap (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária). Não há carimbo oficial, nem comunicaram à defesa. O governador compareceu sem advogado e não houve a audiência”, explicou o advogado José Cavalcanti Jr.

O próprio advogado soube do caso às 10h da manhã desta terça (10/04). Melo foi conduzido, em viatura, às 8h. “Ele pensou que estava indo para a Justiça Federal. Saí correndo para lá e cheguei já tinha sido cancelada a audiência e ele voltado. Fui à cadeia e conversamos. Relatou que não sofreu constrangimento, nem foi conduzido com algemas. Respeitaram a integridade dele”, disse o advogado.

A audiência foi convocada por acusação de “desobediência civil”, ocorrida em 2016, quando José Melo era governador. “Foi um ato administrativo, numa causa que estava sub judice. O governador e o secretário da Casa Civil, Raul Zaidan, teriam editado ato contrário à parte em litígio”, revela o advogado.

Prisão

José Melo, a ex-primeira-dama, Edilene Oliveira, e o irmão dele, ex-secretário estadual de Administração, Evandro Melo, estão presos. Com eles os ex-secretários de Fazenda, Afonso Lobo, e de Saúde, Pedro Elias. Eles respondem à acusação de participar do desvio de mais de R$ 120 milhões de recursos federais da saúde do Amazonas.

A defesa aguarda julgamento de habeas corpus, desde janeiro, renovado em fevereiro, por mudança de status do processo. Liminares foram negadas em fevereiro. Os dois têm pareceres do Ministério Público e aguardam julgamento da juíza Mônica Sifuentes. Ela é presidente da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

Em Manaus, José Cavalcanti Jr. disse aguardar despachos da primeira instância para verificação do pedido de revogação da prisão preventiva. Tanto de José Melo quanto de Edilene Oliveira.

O episódio de hoje deixou o ex-governador constrangido. “Tudo que acontece num processo desses, com um homem de 72 anos, causa estresse. Ele achava que estava sendo transportado para a Justiça Federal”, disse Cavalcanti.



Fonte: Portal FlagrantePortal do Marcos Santos



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