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Hidratação, reconstrução, selagem e cauterização: saiba a diferença


As opções de tratamentos capilares só aumentam nos salões, mas você sabe o que são cada um deles, o que proporcionam aos nossos cabelos e para que tipo de fio são indicados?

Raphaela Aguiar, hair stylist do Diva’s Nail Bar e Beauty SPA, localizado no Morumbi, em São Paulo, explica o que são cada um destes tratamentos e alerta que o excesso deles, para a mesma finalidade, pode causar um efeito contrário ao esperado.

Para que possamos entender cada tratamento, precisamos conhecer a estrutura do fio. Nosso cabelo possui 12 camadas, onde as principais são cutícula, córtex e medula.

A cutícula é esta parte mais externa que se subdivide para proteger o córtex e a medula. O córtex está em uma região intermediária onde as transformações que causamos ao nosso fio acontecem como mudar a cor ou a estrutura do fio com alisamentos ou permanentes.

A parte mais central do fio é a medula que pode ou não estar preenchida com queratina e é responsável pelo direcionamento do fio quando este gemina no bulbo capilar.

Confira agora os tipos de tratamento reconstrutor e sua finalidade:

Hidratação

Como o nome diz, hidratar, repor água no fio. Mas não é só água que a hidratação devolve, ela também garante retorno dos lipídeos aos fio. A hidratação é, dos tratamentos, o mais simples e o que deve ser feito com mais frequência, já que ele trata a parte mais externa do fio, ajudando a combater ações do tempo que interferem na beleza do cabelo como sol, poluição, água do mar e piscina.

Hidratar vai garantir maciez aos cabelos e pode ser feita uma vez por semana em cabelos com química, ressecados por prancha ou secador e, quinzenalmente nos cabelos saudáveis. Mesmo se você possui raiz oleosa, aposte na hidratação para restaurar a umidade do fio e o manto lipídico devolvendo brilho e o aspecto saudável às suas madeixas.

IMPORTANTE: As hidratações não podem conter em sua fórmula queratina ou aminoácidos. Devem ser à base, ou conter, os seguintes ativos: cerâmicas, glicerina, óleos vegetais, argan, d-pantenol ou derivados de silicone.

Selagem

Este tratamento, criado no Brasil, é à base de queratina e tem a função de selar as cutículas que podem estar abertas por falta de lipídeos então, uma nutrição mais intensa se faz necessário. A falta de lipídeos deixa os fios porosos, sem brilho e com aspecto de morto, sem movimento.

A selagem disciplina os fios, recupera a saúde trazendo resistência, brilho e hidratação.

CUIDADO: Hoje em dia a maioria dos tratamentos ditos selagem são, na verdade, escova progressiva. Acrescido de formol ele se torna um alisamento e ainda pode causar mal à saúde do fio.

Se a selagem tiver intuito de alisar, mas conter em sua formulação produtos alternativos como tioglicolato de amônio, etalonamina e a cabocisteína, produtos que substituem o formol, farão menos mal aos fios e a saúde, mas ainda assim será um alisamento e não tratamento.

Se o cabelo estiver extremamente sensibilizado, esse tratamento não é indicado, por necessitar da fonte de calor em sua finalização.

Cauterização

Para quem alisa, relaxa, colore: processos químicos que afetam o córtex do fio, aquela parte responsável pelas mudanças que queremos, precisam ser neutralizados ou acabam por deixar este fio com pontas duplas, quebradiço e com frizz.

O processo de cauterização tem ação reconstrutora e age de dentro pra fora, do córtex até a cutícula. Repõe a massa capilar e sela as cutículas eliminado o frizz, devolvendo a elasticidade até aos cabelos mais danificados e acabando com as pontas duplas sem a necessidade de passar por um corte.

É indicado para cabelos que possuam muitas pontas duplas, quebra e excesso de danos, sejam eles por químicas ou alisamentos.

Reconstrução

Como o próprio nome diz, este tratamento visa reconstruir o fio, portanto, prepare-se para receber água e lipídeos antes da reconstrução, que devolverá todos os nutrientes que seu cabelo precisa para ser saudável. A reconstrução repõe a massa e proteína perdida por processos químicos que acabam por causar efeitos de quebra, queda e de elasticidade ao fio.

Como um dos seus principais objetivos é repor a massa da fibra capilar, a reconstrução não pode ser feita constantemente, pois ela pode deixar os fios com pouco movimento devido ao enrijecimento da fibra. Por isso deve ser avaliada a máscara de reconstrução a ser usada, para não dar efeito rebote, ou seja, contrário.

Este tratamento é indicado em caso de danos extremos, cabelos que passaram por descoloração e ficaram extremamente elásticos, por exemplo. O ideal é um tratamento semanal até que os cabelos estejam fortalecidos.

Já quando os cabelos estão porosos, enfraquecidos ou danificados por colorações e alisamentos, a reconstrução deve ser feita quinzenalmente. Também é indicada para cabelos saudáveis, com aplicação mensal, para que eles continuem fortes e não sejam afetados pelos efeitos do dia a dia.

Para ter mais resultado, a reconstrução deve ser acompanhada de hidratações e nutrições criando, assim, um cronograma capilar adequado a cada tipo de cabelo já que o fio precisa ser tratado com todos nutrientes que precisa.

Reconstrução ou Cauterização?

Ambos possuem o mesmo objetivo, porém a grande diferença é que a cauterização utiliza de fonte de calor para a selagem dos ativos na fibra do cabelo.

ATENÇÃO: O ideal é fazer procedimento capilares com um profissional de confiança, pois o excesso de queratina pode torná-los extremamente rígidos, inclusive com quebra significativa.

A cauterização não é indicada para cabelos que sofreram corte químico, pois o a temperatura elevada da chapinha e secador usados no processo, podem comprometer ainda mais a integridade do fio. Se não for bem aplicada, a queratina pode, também, aumentar a oleosidade de cabelos que já sofrem com esse problema.

Cabelos saudáveis podem sofrer o efeito rebote e se tornarem mais frágeis e quebradiços após uma cauterização capilar. É importante, portanto, buscar sempre um equilíbrio entre queratina e emoliência, o que é normalmente encontrado por um profissional experiente.

Um alerta: Diversas são as marcas encontradas no mercado para cada um dos tratamentos que falamos, mas atenção: nem sempre seu cabelo necessita daquele nutriente ou vitamina que compõem aquele ou outro produto, por isso, é importante sempre ter um profissional de confiança que avalie e lhe indique o melhor tratamento e o produto mais adequado, reforça Raphaela Aguiar.



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