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'Não havia razão para adiar ordem de prisão', diz Moro em entrevista


O juiz federal Sérgio Moro rebateu na tarde da sexta-feira (6) as críticas recebidas pela celeridade do mandado de prisão expedido contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à CGTN America, canal de língua inglesa da China Global Television Network, Moro defendeu que apenas cumpriu o seu papel de executar a sentença.

"Ele (Lula) foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção. É preciso executar a sentença. Simples assim. Não vejo qualquer razão específica para adiar mais", respondeu o juiz durante a entrevista realizada pelo jornalista Stephen Gibbs, reproduzida pela BBC Brasil.

Embora tenha declarado não se sentir confortável em responder perguntas relacionadas ao caso, o juiz federal recebeu o correspondente da CGTN na América Latina na mesma sala de audiências em que interrogou Lula no ano passado, na 13ª Vara Federal de Curitiba. A entrevista teria sido marcada meses atrás e terminou a poucas horas de transcorrer o prazo determinado por Moro para Lula se entregar de forma voluntária em na sede da Polícia Federal em Curitiba, às 17 horas da sexta-feira (6).

"Eu recebi o ofício do TRF-4 ordenando a prisão e simplesmente a cumpri. Não tenho escolha se não cumprir a ordem", afirmou o entrevistado, em declaração reproduzida pela BBC Brasil. "Acho que ainda está cedo para saber se ele vai se entregar ou se a polícia vai ter que realizar a prisão. Mas eles estão trabalhando", concluiu.

Ainda que tenha destacado a condenação do ex-presidente petista como "importante", o juiz federal acrescentou que é preciso observar de forma mais ampla as investigações conduzidas pela Polícia Federal com foco na corrupção na Petrobras.

Resistência de Lula
Embora o prazo limite para Lula se entregar às autoridades da Polícia Federal em Cutiriba tenha se esgotado às 17 horas dessa sexta-feira (6), o ex-presidente continuou na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Paulo, até a manhã deste sábado (7).Segundo informações do jornal.

O Estado de S. Paulo, os advogados do petista informaram à cúpula da Segurança Pública que o petista só deve se entregar neste sábado, em São Paulo, após uma missa em homenagem à dona Marisa Letícia, na sede do sindicato, marcada para as 9h30. A mulher de Lula, falecida no ano passado, faria 68 anos neste sábado. A expectativa é que Lula se apresente após a celebração.



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