Header Ads

Professores lotam galerias da Aleam para reivindicar reajuste


Integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e da Associação Movimento de Luta dos Professores de Manaus (Asprom) lotaram as galerias e o plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta terça-feira (3), para protestar contra a proposta oferecida pelo governo de aumento de 14,57%, sendo 4,57% pagos imediatamente e os 10% restantes escalonados ao longo do ano, até dezembro. A categoria mantém a proposta de 35%.

O titular da Secretaria de Estado Educação e Qualidade de Ensino (Seduc), Lourenço Braga, não compareceu ao plenário da Aleam para dialogar com a categoria como havia sido anunciado. A categoria, formada por professores, pedagogos, merendeiras, administrativos e outros continua firme no propósito de manter a greve, deflagrada em meados de março, até que as reivindicações sejam acatadas.

A ausência do secretário dificulta ainda mais a resolução de um impasse que dura semanas e paralisou as atividade escolares na capital e no interior. Uma nova reunião com o titular da Seduc foi marcada para quinta-feira (5). O coordenador financeiro da Asprom, Lambert Melo, disse que a categoria defende 35% de reajuste salarial atrasado por quatro anos de salários congelados. “Nesse percentual 28% é de defasagem da inflação e 7% de ganho real”, disse.

De acordo com o professor, a penúltima greve deflagrada pela categoria foi em 2005. “Nunca tínhamos passado quatro anos sem reajuste”, disse Melo ressaltando que o jogo do governo é esticar o quanto puder para esbarrar na legislação eleitoral. “O governo não esperava que a categoria tivesse coragem de fazer essa greve que não vai acabar sexta-feira (6)”, completou.

Por sua vez, o representante do Sinteam, professor Cleber Ferreira, destacou a falta de respeito do governo com a categoria que saiu hoje cedo em carreata em todas as zonas da cidade de Manaus para se fazer presente nesta Casa e ouvir as explicações do secretário Lourenço Braga. “A categoria não vai se curvar a esse governo que não lhe respeita”, declarou.

Interior

Os representes do interior também se mostraram coesos ao movimento, com a presença de representantes de Iranduba, Manacapuru, Itacoatiara, Parintins, Maués, São Gabriel da Cachoeira, Nhamundá, São Sebastião do Uatumã e Humaitá.

A professora de Parintins (distante 369 quilômetros de Manaus), Keyla Nogueira, disse que falta vontade política do governo e pediu aos integrantes do movimento que se mantenham firme. “É possível o reajuste da ordem que pedimos”, afirmou.


Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.