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Polícia Civil fala sobre prisão de um dos responsáveis por massacre no Compaj em 1º de janeiro de 2017

Foto: Erlon Rodrigues/PC-AM
A Polícia Civil do Amazonas, representada pelos delegados Guilherme Torres e Juan Valério, diretor e diretor-adjunto, respectivamente, do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), falou na manhã desta quarta-feira (09/05), durante coletiva de imprensa realizada às 9h30, no Auditório José Elcy Barroso Braga, no prédio da Delegacia Geral, sobre a prisão de José de Arimateia Façanha do Nascimento, 33, conhecido como “Ari”, localizado na madrugada da última sexta-feira (04/05), na comunidade Vila Itaquera, fronteira entre os estados do Amazonas e Roraima.

Os tenentes-coronéis da Polícia Militar do Amazonas, Klinger Paiva e Bruno Azevedo, secretário e coordenador operacional, respectivamente, da Secretaria-Executiva-Adjunta de Operações Integradas (Seaop), vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), também participaram da coletiva de imprensa.

Guilherme Torres informou que “Ari” foi preso em cumprimento a dois mandados de prisão preventiva, sendo um por homicídio qualificado e outro por roubo majorado. A ordem judicial por homicídio qualificado foi expedida no dia 1º de novembro de 2017, pelo juiz Anésio Rocha Pinheiro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Já o mandado de prisão por roubo majorado foi expedido no dia 20 de março de 2017, pelo juiz Luís Márcio Nascimento Albuquerque, da Vara de Execuções Penais (VEP). O infrator responde na Justiça a mais de 14 crimes, segundo o diretor do DRCO.

A ação policial que resultou na prisão de José de Arimateia foi coordenada pelas equipes do DRCO e ocorreu em conjunto com policiais da Seaop, policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e agentes da Divisão de Inteligência e Captura (Dicap), de Roraima. Durante a coletiva, o secretário da Seaop explicou a dinâmica dos trabalhos. “Após termos colhido todas as informações sobre a localização de “Ari”, traçamos uma estratégia para capturá-lo. Fizemos contato com a Polícia de Roraima para nos auxiliar na prisão do infrator. Foi uma operação bem mais demorada, mais complexa, mas para o ponto de vista operacional foi mais segura. Nós precisávamos chegar em determinado ponto, pegar uma embarcação, ir para outro município, após três dias seguindo pelo mato, via fluvial e via terrestre, chegamos até o local onde “Ari” estava escondido. Ele ainda tentou fugir, mas acabou preso”, argumentou Klinger Paiva.

Rebelião no Compaj - Guilherme Torres ressaltou que José de Arimateia é apontado como um dos líderes de rebelião que aconteceu no dia 1º de janeiro de 2017, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), quando 56 pessoas foram mortas.

“José de Arimateia é citado em depoimentos como um dos líderes da rebelião no Compaj. Ele aparece em imagens das câmeras de segurança no pavilhão principal, segurando uma arma de fogo, na frente de outros detentos. Temos informações de que no momento em que o pavilhão três foi tomado pelos detentos, ele trocou tiros com policiais militares. José Arimateia também teria decapitado um dos mortos da rebelião”, disse Torres.

Investigação – Torres explicou que durante as investigações realizadas pelo DRCO foi constatado que José de Arimateia é primo do narcotraficante José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”. “Ari” também é membro da facção criminosa comandada pelo narcotraficante, que está cumprindo pena na primeira prisão federal de segurança máxima inaugurada pela União, a Penitenciária de Catanduvas, no Paraná.

“O infrator se intitula o número dois da organização criminosa, depois do primo dele. Agora ele não é número dois da facção criminosa que atua Estado, como ele mesmo afirmou, mas sim o número dois na estrutura organizacional do “Zé Roberto da Compensa”. Ele também declarou que era gerente do narcotraficante”, relatou o diretor do DRCO.

Ao término dos procedimentos cabíveis na base do DRCO, José de Arimateia será reconduzido ao Compaj, onde irá permanecer à disposição da Justiça.


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