Conectando o Amazonas

Grito d'Água recolhe meia tonelada de resíduos durante a Virada Sustentável


Cerca de 40 voluntários entraram no igarapé do Tarumã, na manhã deste sábado, 28/7, em pranchas de Stand Up Paddle (SUP) e caiaques para a sexta edição do Grito d’Água que desta vez ocorreu dentro do projeto Virada Sustentável Manaus. O Grito d’Água nasceu há três anos com a intenção tornar perene a “saúde” dos mananciais amazônicos.

Edição da cheia

O projeto é realizado duas vezes ao ano, sempre na cheia, no mês de julho e na vazante, no mês de novembro. Para o especialista em marketing ambiental e um dos coordenadores da ação, jornalista Agnaldo Oliveira Junior, a cheia e a vazante dos rios amazônicos trazem, sempre à tona, um grande problema, todos os anos.

“Toneladas de lixo, deixadas nos igarapés próximos de Manaus aparecem nas margens assim que os rios descem e na medida em que sobem também poluem outras áreas como marinas e flutuantes”, alertou Agnaldo.

Apoio Logístico

Os participantes, voluntários da ação, acessam o flutuante Abaré e de lá, seguem para áreas onde o lixo fica camuflado. Nesta época, grande parte dos resíduos ficam na copa das árvores que estão submersas.

“Cada vez que a gente realiza a ação, percebe que a quantidade de lixo dimunui, e isso é um bom sinal”, afirma o empresário Diogo Vasconcelos.

Ação

A ação é o resultado de uma união de esforços do Flutuante Abaré SUP e PONTOCOMM - Comunicação eMarketing e iniciativa privada. O Grito D’água é um dos eventos mais importantes de limpeza de igarapés ao redor da capital e é também o primeiro a unir esporte e consciência ambiental.

ONU

A Organização das Nações Unidas conheceu o projeto no mês de junho e reconheceu a importância do Grito d’Água como projeto para Manaus como também para os Oceanos, que recebem todo o lixo lançado nos rios.

“A intenção é, sempre, unir esforços para que, neste dia, possamos obter resultados importantes quando o assunto é engajamento e marketing ambiental. A ideia sempre é motivar as pessoas pela ação e um único retorno que é um futuro melhor para nossos filhos e netos”, conclui Oliveira Júnior.

(R)Evolução

Esta foi a sexta edição do evento que tem engajado cada vez mais pessoas. Foram retirados do igarapé mais de meia tonelada de lixo, em duas horas de ação. Atualmente, cerca de 30 voluntários são presença contínua em todas as edições. Quanto ao que foi retirado, na primeira edição foi recolhida uma tonelada de lixo, no Grito D´água 2.0, também uma tonelada foi retirada das margens das ilhotas que se formam no Tarumã. Na terceira edição foram recolhidas duas toneladas, na quarta edição, 600 quilos e na última edição em dezembro de 2017, foram recolhidas 18 toneladas de lixo.

A intenção, desta vez, é recolher, pelo menos, três toneladas. Com a cheia dos rios o recolhimento vai ser feito em pranchas e caiaques. O lixo, neste período, fica na copa das árvores que estão em grande parte submersas.

Organização inteligente
A inteligência do evento, composta por especialistas das duas realizadoras da ação, criou as duas ações. Uma, na cheia dos rios amazônicos, recolhendo o lixo da chamada mata de igapó e da copa das árvores que ficam parte encobertas pela água e outra na vazante, quando se formam ilhotas e faixas de areia que ficam com muito lixo.














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