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“É impossível pensar no desenvolvimento econômico do Amazonas sem o Zoneamento Econômico Ecológico”, diz David durante debate

Fortalecer a Zona Franca de Manaus (ZFM) e implantar o Zoneamento Econômico Ecológico para a agricultura e piscicultura no Estado foi a base das propostas para geração de emprego e renda apresentadas pelo candidato ao governo pela coligação Renova Amazonas, David Almeida (PSB), nesta terça-feira (28), durante debate da TV Em Tempo SBT. Mediado pela apresentadora Márcia Lasmar, no Programa Agora Eleições, foi a segunda rodada de debate temático da rede Em Tempo, com o tema "Geração de emprego e renda". No primeiro, realizado no último dia 24, os candidatos debateram sobre Segurança Pública.

Na abertura do debate, David disse que a prioridade do seu plano de governo é projetar o Amazonas para o futuro, com condições favoráveis para criação de novos postos de trabalho na indústria, comércio, serviços e no Primeiro Setor, criando novas oportunidades para os amazonenses que moram na capital e no interior. Para ele, o Estado pode abrir as portas para produção de novos nichos de mercado.

“Nosso Estado tem todas as condições favoráveis para ser o maior produtor de energia solar e de alimentos, por exemplo. Precisamos de gestão correta, que invista fortemente nas diversas potencialidades que o Amazonas possui, pois recursos financeiros nós temos também”, frisou David.

Para o candidato, é impossível pensar no desenvolvimento econômico em sua totalidade sem implantar o Zoneamento Econômico Ecológico. Segundo ele, essa proposta trata do mapeamento do Estado por setor e riquezas, dentro dos limites ecológicos. David disse que é possível explorar a produção de equipamentos de energia solar, navegação, além de desenvolver o setor de minérios, gás, fármacos, alimentos, turismo, dentre outros, para deste modo, dotar cada região das condições necessárias para prática das suas respectivas potencialidades.

“São Gabriel da Cachoeira tem uma natureza riquíssima e, lá, podemos investir no ecoturismo e turismo étnico, por exemplo. Nova Olinda do Norte tem minérios; Coari, o gás natural; Anori, o açaí, só para citar alguns. Com o Zoneamento Econômico Ecológico, cada município terá sua atividade econômica voltada especificamente para sua potencialidade, respeitando e observando o que cada região tem a oferecer, e, assim, os moradores terão oportunidades de empregos sem precisar vir para capital”, explicou.

Para os jovens amazonenses, David adiantou que vai criar programas que estimulem o empreendedorismo e capacitação de modo que eles tenham condições de entrar no mercado de trabalho já com alguma experiência. Entre eles, David explicou que vai abrir seleção para ocupação temporária de vagas de cargos comissionados do governo para o acadêmico apreender a lidar com a sua profissão. Outro programa para os jovens será o alistamento civil para aqueles que foram dispensados do Serviço Militar, uma experiência de sucesso criada no governo do PSB em São Paulo.

“Hoje a maior dificuldade de jovens que saem do Ensino Médio e até mesmo da faculdade, sem qualquer capacitação, é conseguir uma vaga no mercado de trabalho. Para diminuir o índice de desemprego também nessa faixa etária iremos investir nesses jovens para que eles se tornem empreendedores. Nós vamos estimular a educação em todas as suas dimensões, como estratégia fundamental do dinamismo econômico do empreendedorismo”, afirmou o candidato.

David afirmou também que, em parceria com Sistema S, principalmente Senac, o governo do Estado vai investir na qualificação para garantir a geração de renda e o primeiro emprego.

No Primeiro Setor, a geração de emprego virá, por exemplo, por meio do incentivo à produção de alimentos a partir do plantio de grãos, no sul do Amazonas, e de ração para a piscicultura em todo o Estado. Ele lembrou que ano passado, quando esteve à frente do Executivo Estadual por 144 dias, teve a oportunidade de liberar o licenciamento ambiental a um empresário do município de Humaitá, para plantio de soja nos campos naturais da região, em setembro do ano passado, o que já rendeu duas colheitas de sucesso e ampliação do plantio por hectare.

O candidato frisou, ainda, que seu governo terá três pilares para o desenvolvimento: investir em infraestrutura e logística, desburocratizar a legislação tributária estadual e incentivar os investidores que já estão aqui no PIM, com condições favoráveis a fim de que ampliem seus investimentos, e assim, aumentar a oferta de empregos

Para ele, esses três pilares são fatores primordiais para o desenvolvimento do Polo Industrial. “A maior reclamação do empresariado é insegurança jurídica no Amazonas e isso será combatido através da desburocratização”, adiantou.

Para o problema da logística, a solução está na pavimentação das ruas do Distrito, no asfaltamento da BR-319, rodovia que vai ser o eixo central do desenvolvimento do Amazonas, assim irá, reduzir o custo amazônico, e logo, as empresas vão ter mais competitividade e condição de gerar mais emprego e renda.





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