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Festa no interior: a indiferença faz a riqueza em festa no interior

O vídeo documental Festa no interior foi produzido em duas etapas 2013 e 2018 e, tem na sua realização o Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet e patrocínio do Banco Daycoval. No conteúdo, algumas das principais manifestações festivas no interior do Amazonas a partir da visão que identifica a diversidade como a grande riqueza da cultura no interior.
Com duração de 60 minutos, o DOC começou a ser produzido em 2013, nos municípios de: Manacapuru (Cirandas), Borba (Santo Antonio), Maués (Gambá), Tabatinga (Festa da Confraternidade - centenário), Nova Olinda do Norte (Festival Folclórico), Barcelos (Peixe Ornamental) e Parintins (Boi-Bumbá - centenário) e, em 2018 os testemunhais e a narrativa opinativa do jornalista e doutor em sociologia Wilson Nogueira. As performances do professor de biologia e artista plástico Emerson Munduruku, também foram gravadas em 2018.

Em sua narrativa crítica, Wilson Nogueira fala da riqueza que está nas diferenças que estão no âmago dessas realizações culturais a partir dos festejos populares e que prefere avistá-las como uma colagem, uma imbricação manifesta à visão de que festa A ou B é do colonizador A ou B.

Para o diretor da M F Produções, Francisco Pereira as dificuldades de captação para a cobertura em outras cidades do interior impossibilitaram a realização plena do projeto original que seria gravar um número maior de festas expressivas no interior, mas que o projeto não está descartado porque tudo o que foi feito merece ser ampliado. Um projeto para a segunda edição do DOC está na forma e o realizador cultural Francisco Pereira, acredita que já no próximo ano poderá ser encaminhado ao Ministério da Cultura.
Com roteiro e direção do jornalista Marcus Stoyanovith, o DOC busca ir além do diálogo das festas em si ou apenas das impressões factuais dos dias de realização. Para ele, identificar o significado delas sem o encarceramento do pertencimento é possibilitar enxergar como são ousadas e criativas as mexidas na evolução criativa da cultura local. Ele, diz ainda que o DOC Festa no Interior está longe de encerrar a discussão sobre essa evolução, mas inaugurou na linguagem de vídeo uma temática que já deveria estar no ar há muito tempo.





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