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Reino Unido identifica suspeitos de ataque a ex-espião russo

A Polícia Metropolitana do Reino Unido disse nesta quarta-feira (5) que tem "evidências suficientes" para acusar formalmente dois cidadãos russos pelo envenenamento do ex-espião Serghei Skripal e de sua filha, Yulia, em março passado.


Os suspeitos são Alexander Petrov e Ruslan Boshirov, que desembarcaram no Aeroporto de Gatwick, nos arredores de Londres, no último dia 2 de março, após um voo proveniente de Moscou. Ainda não se sabe qual seria sua ligação com o Kremlin.

Ambos teriam cerca de 40 anos, e seus nomes seriam pseudônimos. Dois dias depois da chegada ao Reino Unido, eles viajaram a Salisbury, local do ataque contra Skripal e Yulia, realizado com uma substância do tipo novichok, agente neurotóxico desenvolvido pela União Soviética.

"Há evidências para proporcionar uma perspectiva realista de condenação", disse Sue Hemming, diretora de serviços legais do Ministério Público da Coroa.

As acusações contra Petrov e Boshirov incluem conspiração para homicídio, tentativa de homicídio, posse e uso de substância química e danos corporais graves. Skripal trabalhava como agente duplo para os serviços de inteligência de Rússia e Reino Unido e, após ser descoberto, ganhou cidadania britânica.

Ele e sua filha foram encontrados desacordados no banco de um shopping em Salisbury, a 140 quilômetros de Londres, no último dia 4 de março. Um policial que atendera à ocorrência também foi contaminado, mas todos conseguiram sobreviver.

No fim de junho, no entanto, um casal sem relação com Skripal, Charlie Rowley e Dawn Sturgess, acabou atingido pela mesma substância, em Amesbury, a 13 quilômetros de Salisbury.

A hipótese é de que os dois tenham sido contaminados por resíduos do agente neurotóxico usado para atacar o ex-espião e sua filha. Sturgess faleceu poucos dias depois, enquanto Rowley chegou a receber alta, mas voltou ao hospital por causa de uma meningite.

O caso Skripal elevou a tensão diplomática entre Moscou e Londres e provocou a expulsão de dezenas de diplomatas russos de quase 30 países. O Kremlin nega envolvimento no ataque químico. (ANSA)



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