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Ataque de milícia no Congo mata ao menos 15 pessoas

Ao menos 15 pessoas morreram neste domingo (21), na República Democrática do Congo, em um ataque a tiros orquestrado por um grupo de rebeldes congoleses nos arredores de Beni, na província de Kivu do Norte.

De acordo com fontes do Exército do país africano, a ação da milícia das Forças Democráticas Aliadas (FDA), que é considerada a mais violenta e ativa na região, aconteceu durante a noite, em um centro de intervenção contra o ebola.

O grupo armado também sequestrou 12 crianças na ação, além de ter atacado posições do Exército congolês em diversos bairros de Beni no final de semana, informou o capitão Mak Hazukay Mongha, em entrevista à agência Associated Press. Ainda segundo o site "Actualité", pelo menos um militar foi morto.

A missão da Organização das Nações Unidas no país (Monusco) informou que suas tropas trocaram fogo com os rebeldes na área de Mayangose, em Berni, e ajudaram os militares a repelirem o grupo.

"Escapei por pouco. Chegaram e arrombaram a porta (da casa) e levaram meus dois filhos. Um tem 11 anos e o outro tem 12. Também obrigaram meu marido a ir com eles", informou uma mulher ao " Actualité".

Por conta dos assassinatos e dos sequestros, um grande protesto foi organizado na região. Os manifestantes levaram quatro corpos e depositaram na frente da Prefeitura.

Médicos e outros profissionais de saúde precisaram se refugiar em um hospital local, enquanto os manifestantes destruíam prédios do governo e bloqueavam o tráfego, informou o Ministério da Saúde do Congo. Além disso, a "Rádio Okapi", apoiada pela ONU, revelou que veículos da entidade foram apedrejados.

No entanto, algum tempo depois os manifestantes foram contidos pela polícia, que utilizou bombas de gás lacrimogêneo.

Ebola

Os rebeldes da ADF mataram centenas de civis nos últimos anos e são apenas uma das várias milícias ativas no nordeste do Congo. Um outro ataque efetuado no mês passado, em Beni, forçou a suspensão das equipes de saúde em conter o avanço do ebola na região, que já atingiram 202 pessoas e mataram 118.

"Será muito difícil deter o surto se esta violência continuar", informou o chefe de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Peter Salama.

O ministro da Saúde do Congo, Oly Ilunga, afirmou que foi um "dia negro" para todos que lutam contra o ebola. Além disso, ele revelou que os agentes "continuarão" com os trabalhos para conter o avanço da doença, e os chamou de "verdadeiros heróis".

A OMS, por sua vez, informou na última semana que estava "profundamente preocupada" com o surto, mas garantiu que não é uma emergência global, já que um surto deve ser classificado como "um evento extraordinário" que pode atravessar fronteiras.

Em dos casos mais recentes que chamaram a atenção dos profissionais da saúde, foi que 22 jovens em Butembo desenterraram uma vítima do ebola e abriram seu corpo para verificar se os médicos não haviam retirado seus órgãos para vendê-los.

O Ministério da Saúde local informou que eles tocaram em fluidos corporais altamente contagiosos e após verificarem que não havia nada de errado, "concordaram em ser vacinados", juntando-se a mais de 20 mil pessoas que receberam as vacinas até o momento.(ANSA)


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