Conectando o Amazonas

BR-319 será fundamental para Manaus e desenvolvimento do interior, diz David em Humaitá

“O desenvolvimento do Amazonas passa por Humaitá com, primeiramente, o asfaltamento da BR-319”. A afirmação foi feita pelo candidato ao governo do Estado pela coligação Renova Amazonas, David Almeida (PSB), durante a sua visita ao município, nesta quinta-feira (4). A três dias da eleição, o candidato, que fez a sua última agenda no sul do Amazonas, onde foi recebido com festa por populares e apoiadores políticos, disse que, a partir de Humaitá, o Amazonas vai se tornar um dos maiores produtores de alimentos do país.

Para David, asfaltar o trecho do meio da BR-319, com de 400 quilômetros de extensão, é uma condição indispensável para o desenvolvimento do estado do Amazonas. “Estamos há quase 40 anos com essa BR praticamente fechada e agora, com a manutenção durante o verão, ele fica trafegável. Diante desse quadro, por que não asfaltar a estrada e libertar o Amazonas do isolamento terrestre? No nosso governo, nós vamos asfaltar a BR-319”, afirmou.

David explicou que todas as empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) têm um estoque em trânsito da matéria prima que vem do sul do país, que dura de 15 a 18 dias para chegar a Manaus. “Eles embarcam no porto da cidade de Porto de Velho para chegar a Manaus pelos rios. Com o asfaltamento da BR-319, esse estoque em trânsito vai cair para 3 a 4 dias. Vai diminuir o custo de logística das empresas do PIM, e as empresas terão mais recursos para investir e gerar mais emprego e renda no Amazonas”, disse.

O candidato contou que não se justifica mais o Amazonas ficar isolado por via terrestre, por motivos ambientais. Ele lembrou que fez uma expedição na BR-319 em novembro do ano passado e viu que não precisa desmatar nenhuma árvore, tampouco desviar um leito de igarapé. De acordo com David, o entorno da rodovia conta hoje com 18 unidades de conservação estaduais e federais, o que para ele elimina o argumento de que vão devastar a floresta com o asfaltamento da estrada.

“Como pode um Estado, que tem 98% da sua floresta em pé, preservada, e ter que ficar com a estrada somente na piçarra, enquanto no sul do país, onde eles desmataram as suas florestas, eles têm as suas estradas todas asfaltadas? A preservação tem que servir a favor do nosso povo amazonense, que sabe preservar a sua floresta”, argumentou David.

Além do asfalto na estrada para o desafio logístico do Estado, David disse em Humaitá que o desenvolvimento da economia do interior só ocorrerá quando for feito o Zoneamento Econômico Ecológico. “Nós aprovamos uma emenda na Assembleia Legislativa, à Lei de Diretrizes Orçamentárias, para fazer o desenvolvimento do Amazonas, por meio desse programa de zoneamento. Mas o atual governador do Estado simplesmente vetou. Sem o Zoneamento, ninguém vai poder falar, por exemplo, de regularização de extrativismo mineral familiar”, comentou.

David afirmou que a implantação do Zoneamento Econômico Ecológico será uma das prioridades da sua gestão. “Com o programa de zoneamento, nós vamos mapear e identificar todas as áreas de extrativismo, as de preservação ambiental, agropecuária, pecuária, agrícola, pesqueira, mineral, entre outras. Com isso, as portas estarão abertas para a liberação de licenças como as do asfaltamento da BR-319 e a regularização do extrativismo mineral familiar. Sem o zoneamento, nós estaremos enxugando gelo”, disse.

Alimentos

O conjunto formado pelo asfaltamento da BR-319 e o zoneamento dará condições do Estado se tornar um grande produtor a partir do sul do Amazonas. “A partir da produção de alimentos como a soja, o milho, aqui em Humaitá, nós vamos incentivar a instalação de uma grande fábrica de ração. Vamos aproveitar a matéria prima da soja e do milho, para mandar a todo o estado do Amazonas a ração subsidiada pelo governo, para que os nossos irmãos do interior possam avançar com o mercado de criação de peixes”, explicou.

A produção de peixe no Amazonas também contará com a estação de alevinagem de Humaitá, David disse que o município será fundamental no processo de desenvolvimento do interior do Estado nesse setor. “Nós vamos, ainda, trazer um grande frigorífico de pescado para enlatar esse peixe e exportar para o mercado asiático, principalmente para o consumo do mercado chinês. Com compromisso e vontade política é possível desenvolver o nosso Amazonas”, disse.



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