Conectando o Amazonas

Egressos de Engenharia Florestal da UEA retornam da África e compartilham experiência

Após uma temporada a trabalho na cidade Monróvia, capital da Libéria, na África, Jaciel Santos e Victor Galvão, ex-alunos de Engenharia Florestal da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) de Itacoatiara, retornaram no mês de setembro para Manaus com o intuito de compartilhar o conhecimento adquirido e tentar desenvolver ações que fortaleçam o manejo florestal na Floresta Amazônica, uma vez que os processos são totalmente automatizados naquela região.

Segundo Galvão, que ficou um ano trabalhando numa empresa que atua com exploração madeireira, um dos grandes impactos que sentiu está relacionado à questão social. De acordo com ele, quase 100% das pessoas que vivem na floresta são empregados pela empresa. ”Lá quando você fala de sustentabilidade você fala de meio ambiente. A empresa tem uma concessão de 250 mil hectares e dentro dessa área estão 44 comunidades. Então a gente viveu com elas pessoalmente e percebemos como a dinâmica funciona entre a empresa, governo e comunidade”, pondera.

O Engenheiro aponta o relacionamento que ambos tiveram com os povos locais e o contato com as técnicas avançadas de manejo florestal como uma das experiências a serem compartilhadas e implantadas no Amazonas, a fim de ajudar também as comunidades locais dentro do âmbito do manejo florestal e da sustentabilidade ambiental. “Nesse um ano que passei lá, conheci um sistema novo de trabalho, quase 80% diferente. Comecei a ver o Manejo Florestal com outra perspectiva”.

Jaciel Santos, Engenheiro Florestal e Mestre em Ciência e Tecnologia para Recursos Amazônicos, destaca pontos importantes dos nove meses em que atuou na empresa. “O primeiro ponto é o acadêmico, pois tenho o objetivo de fazer doutorado na área do manejo florestal justamente para comparar dados de florestas tropicais. No momento em que já tenho todos esses dados já entro com uma vantagem. No segundo ponto destaco o enriquecimento profissional com o conhecimento adquirido ali, assim como o lado cultural também”, enfatiza.

Santos comemora a implantação de um sistema informatizado de geoprocessamento que substituiu um processo realizado de forma arcaica. Com a implantação eles conseguiram reduzir o tempo das atividades de um mês para um dia. “Embora os processos sejam muito avançados lá ainda havia um sistema arcaico que no Brasil já tinha sido informatizado. Então vimos uma oportunidade de implantar. Trago um orgulho muito grande pelo reconhecimento do grupo europeu feito formalmente por meio de uma carta”.


Foto: Klauson Dutra


Postar um comentário

 
Copyright © Chefão da Notícia. Templates Designed by OddThemes