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GuardiAM 24 horas estuda projetos de tecnologia para os prontuários civis e criminais do Instituto de Identificação

Para dar mais celeridade nos processos de identificação civil e criminal, o Programa de Governo GuardiAM 24 horas, comandado pelo secretário extraordinário de Estado, coronel Walter Cruz, estuda projetos de digitalização dos prontuários do Instituto de Identificação (II), que junto ao Instituto de Criminalística (IC) e Instituto Médico Legal (IML), faz parte do Departamento de Polícia Técnico Científica (DPTC), órgão que integra o eixo de Segurança do Programa.

Situado na avenida Pedro Teixeira, nº 180, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus, o Instituto de Identificação registra os prontuários da população amazonense de forma manual. Esse sistema necessita de investimento na parte tecnológica para que as informações dos cidadãos sejam asseguradas.

O perito criminal Ricardo Grana afirma que o processo de identificação humana por meio das impressões digitais (papiloscopia) é o mais rápido e econômico, pois a impressão digital é o vestígio mais comum deixado pelos infratores no local do crime e pode ser coletado com mais facilidade para as análises e laudos. Ele salienta também que a implementação do sistema de digitalização dos formulários, denominado Automated Fingerprint Identification System (AFIS), vai melhorar o trabalho conjunto dos órgãos de Segurança Pública no tocante ao compartilhamento de informações, além de aumentar o índice de resolução dos crimes.

“A digitalização dos prontuários civis e criminais no Instituto de Identificação, mediante o AFIS vai possibilitar que a consulta de dados pelos outros institutos que constituem o DPTC seja otimizada. O sistema vai fazer com que as buscas por impressões digitais sejam realizadas com rapidez e assim tornar o processo de identificação pericial eficaz, comparando as informações coletadas na cena do crime com os dados dos suspeitos registrados no sistema”, explica Lima.

O Instituto de Identificação conta com os setores de Administração, Gerência Civil e Gerência Criminal, onde são feitos os registros antropométricos dos infratores em que se descrevem a altura, peso e as fotos para o auxílio na resolução de processos judiciais. De acordo com Grana, grande parte dos mortos na rebelião do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em 1º de janeiro de 2017, foram identificados com base nas informações do Instituto de Identificação. O perito criminal salienta ainda que atualmente todos os formulários civis, produzidos manualmente, nos Pronto Atendimento ao Cidadão (PACs) tanto da capital quanto do interior do Estado são encaminhados para o Instituto de Identificação e a implantação do sistema AFIS vai diminuir a possibilidade de falsificação de documentos.

Conforme a perita criminal, Sheila Maia, o sistema está em processo de aquisição por meio do GuardiAM, viabilizado pela Secretaria de Segurança Pública. “A maior parte dos crimes são cometidos por reincidentes, que são soltos devido à ausência de prova material e o trabalho do DPTC é gerar essas provas para que a criminalidade seja combatida de maneira eficiente. O GuardiAM 24 horas está investindo em projetos voltados para a segurança da população investindo em inteligência, integração e tecnologia”, conclui Maia.




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