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Prefeito do Careiro Castanho é acusado de operar Balsa na BR 319 através de “LARANJA”

Por Ari Mota

O prefeito do Careiro Castanho, município do Amazonas localizado na Região Metropolitana de Manaus, Nathan Macena é acusado de operar através de uma empresa “laranja”, a balsa que faz a travessia na comunidade do Igapó Açu no Km 246 na BR 319.

A denúncia foi feita por comunitários da localidade, que acusaram ainda Nathan Macena de desviar diesel da Secretaria Municipal de Saúde, para abastecer o barco que opera a balsa. Essa denúncia já foi feita ao Ministério Público.

De acordo com uma comerciante do local, o “Esquema” começou a quatro meses, quando a S. A. Navegação, que seria de propriedade da líder comunitária do Igapó Açú, Sônia Corrêa de Assunção conseguiu em Brasília junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) Outorga para operar juntamente com a empresa Amazônia Navegação que já tinha a autorização, para o trabalho.

No Dnit em Manaus ninguém sabe sobre o assunto, afirmam apenas que a “outorga”, uma concessão para operação é liberada em Brasília, o que reforçar a influência do prefeito do Careiro Castanho no “Esquema”.

Na Junta Comercial do Amazonas, a empresa de Sônia Corrêa não tem registro, pois se trata de uma pequena empresa, com apenas um colaborador, o que a desqualifica, para a operação. Segundo a gerente da empresa Marlúcia Corrêa, irmã de Sônia, a S. A. Navegação tem 12 colaboradores, sendo a maioria parentes da suposta proprietária e fatura cerca de R$ 350 mil reais por mês. Atualmente a travessia de uma carreta custa R$ 250 reais.

Com a antiga empresa os valores não chegavam a R$ 80 reais e os colaboradores eram registrados em carteira e recebiam todos os direitos trabalhistas,

Ouvido pelo telefone, o prefeito se limitou a dizer que não tinha nenhuma participação na empresa e que a denúncia de desvio de combustível para abastecer a balsa, era inverdade, criada por oposicionistas, o prefeito confirmou apenas uma briga entre empresários para operar o serviço e ficou de receber a imprensa em Manaus, para dar mais esclarecimentos, mas depois não atendeu aos chamados por telefone.

Sem estrutura

O apoio com tratares (que puxam as carretas, pois quando seca elas não conseguem subir) que acontecia durante a seca do rio, que dura aproximadamente seis meses do ano e época que a BR 319 fica mais trafegável foi retirado, a gerente da empresa informou que não era obrigação manter esse apoio. Segundo o paranaense Sidney Keller, que aguardava para atravessar a carreta dele, o descaso é total “essa é a época boa para usar a BR, mas quando chegamos aqui no Igapó Açú, a viajem trava, estou a oito horas esperando para atravessar”, denunciou.





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