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1º FIINSA reúne mais de 250 pessoas para discutir novo modelo econômico sustentável para a Amazônia

O primeiro Fórum de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) que começou nesta terça-feira, reuniu mais de 225 participantes entre representantes de start-ups, pesquisadores, ONGs, empresas, institutos e fundações, al[em de palestrantes que debateram os principais desafios para desenvolver negócios de impacto sustentáveis na região.

Dentre os temas abordados estão financiamento, inovação, formação de novos talentos, dialogo com empreendedores cujos negócios já estão gerando impactos sociais e/ou ambientais, papel das aceleradoras e incubadoras e a relação desses negócios com comunidades tradicionais e rurais.

Edleno Silva de Moura, o “Steve Jobs” da Amazônia, empreendedor há 10 anos e hoje fundador da Teewa, definiu que “ negócio de impacto fica na intersecção entre o que uma ONG quer - o impacto positivo - e o que uma empresa quer - ganhar dinheiro. O empresário de impacto tem que ter muita engenhosidade para alinhar os dois mundos”.

São empreendimentos que juntam o lucro com a melhora da qualidade de vida da população, e que produzem ou geram impactos positivos para o meio ambiente. Os palestrantes apontaram que há um grande potencial na Amazônia para este tipo de investimento, como explicou Paulo Bellotti – sócio co-fundador e diretor executivo da MOV Investimentos: “A Amazônia nos atrai do ponto de vista de investimento de impacto, é integração quase que perfeita da tese de investimento com a tese de impacto. A primeira está calcada no valor da marca Amazônia no mundo, que tem muito potencial. E a tese de impacto pela preservação florestal, integração das comunidades e aumento de renda”.

Para Nicole Etchart, co-fundadora e co-CEO da NESsT, outra investidora presente no FIINSA, um dos principais entraves é a falta de captação de recursos: “Precisamos de instrumentos alternativos porque investimento de impacto é um setor muito amplo e os instrumentos tradicionais não estão alinhados em riscos e retornos que os negócios socioambientais apresentam”, comentou.

“Quando concebemos o fundo (Kaeté Investimento), fizemos uma análise de riscos e logística estava no topo, trazer a produção para os principais mercados. Não tivemos nenhuma dificuldade logística. as barreiras estavam na outra ponta, nos custos de transação", complementou Luís Fernando Laranja, diretor da Kaeté Investimentos.

O papel do setor privado na conservação da biodiversidade também foi destaque entre os palestrantes, como disse Steve Olive, oficial sênior da USAID para América Latina e Caribe: "As parcerias com o setor privado são fundamentais para gerar um impacto transformador aliado à conservação da biodiversidade". Geraldo Feitoza do INDT complementou que “para tornar sustentável o ecossistema de negócios de impacto temos que focar nos empreendimentos ”.

O FIINSA continua na quarta-feira,14 de novembro, com destaque para a Rodada de Investimentos – onde start-ups buscarão financiamento para seus negócios junto a investidores de impacto no estilo do programa shark tank. E também para a entrega do Prêmio PPA. “O desafio está traçado, os resultados só vão poder ser atingidos com a participação colaborativa de todos. E é isso que a gente vai construir com a programação do Fórum”, concluiu Mariano Cenamo, coordenador da PPA pelo Idesam.

Nesta quarta, o evento também contará com debate sobre o papel das grandes empresas no investimento de impacto, com a presença de representantes da Natura, Ambev e Coca-Cola. Além de outros temas como o papel da gastronomia no fomento de negócios sustentáveis, e a importância de negócios de impacto no contexto das mudanças climáticas.



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