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Emprego: Construção civil do AM tem saldo positivo cinco meses seguidos

Manaus - A construção civil do Amazonas retomou a geração de empregos formais neste ano. Nos últimos cinco meses (junho-outubro), o setor criou um total de 5.107 vagas, contra 4.418 no mesmo período do ano passado. Em outubro, foram criadas 1.126 vagas e houve 981 demissões, o que gerou um saldo positivo de 145 postos de trabalho, conforme divulgado pelo Cadastro Geral Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho (MTE), nesta quarta-feira (21).

Esse foi o melhor outubro dos últimos três anos para o setor, no Amazonas. Em 2016, a construção criou 1.482 vagas, em outubro, mas perdeu outras -1.471, gerando um saldo positivo de 11 postos. No ano seguinte, foram geradas 744 vagas, e houve -741 desligamentos - um saldo de positivo de apenas três novos postos, no mês.

Desde a crise econômica que atingiu o País, o setor começou a mostrar sinais de estabilidade no Amazonas somente no ano passado. Embora 2018 tenha começado com saldo negativo, o cenário vem mudando, conforme indica o Caged. Em janeiro, quando 571 pessoas foram contratadas e outras 1.262 foram desligadas, o setor registrou saldo negativo de -691.

A diferença entre a quantidade de admissões e demissões começou a ficar positiva a partir de junho, quando o saldo foi de 184 vagas, com a criação de 809 postos e desligamento de 625 pessoas; em julho, o saldo saltou para 285 vagas, sendo que houve 1.031 admissões e 746 demissões; em agosto, foram contratados 1.068 trabalhadores contra 967 desligamentos, gerando saldo de 101 postos; em setembro o saldo ficou positivo em 331 vagas, com 1.073 admissões e 742 dispensas.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-AM), além da retomada gradativa da confiança na economia, a volta dos lançamentos de imóveis na capital tem contribuído para a criação e manutenção de postos de trabalho. Até o terceiro trimestre do ano, foram lançados cinco empreendimentos, em Manaus. Tanto em 2016 quanto em 2017, houve apenas três lançamentos.

"Existia uma segurança jurídica muito grande em relação à quebra de contratos e 10% dos negócios que poderiam ter sido fechados ou lançados deixaram de ser, por conta da insegurança", disse, em alusão à lei 68/2018. A chamada 'lei dos distratos', que teve o texto-base aprovado pelo Senado na última terça-feira (20), estabelece direitos e deveres para compra e venda de imóveis.

Segundo o presidente do sindicato, os bancos - que possibilitam financiamento aos empresários e compradores - continuam exercendo papel fundamental na retomada de lançamentos, com impacto na geração de emprego e nas vendas.

"A gente espera que no novo governo sejam mantidas as regras em relação aos financiamentos. Eu falo especificamente do Faixa 1,5 do Minha Casa Minha Vida, que é um programa federal, que tem bastante subsídios e traduz isso numa prestação barata ao cliente. Já tem tido lançamento este ano em Manaus, no Faixa 1,5, com uma resposta muito boa. A gente aposta que esse vai ser um dos principais vetores dos empreendimentos econômicos, de até 50 metros quadrados", destacou. "Esperamos que o recurso, pelos bancos, principalmente pela Caixa Econômica, que tem sido a responsável por 70% até 90% do fornecimento de crédito no mercado da construção, se mantenha no novo governo", completou.

Obras

Souza disse acreditar que as relações que o setor tem procurado estabelecer com o setor público, tanto nas esferas municipal e estadual quanto nacional, devem fortalecer a construção nos próximos anos. "O Sinduscon-AM vai fazer um trabalho de aproximação com as secretarias ligadas a obras públicas, para que haja maior qualidade e confiabilidade nas obras que estão no mercado. Nós temos algumas obras que foram inciadas e paralisadas, e temos que criar um entendimento do poder público da retomada dessas obras", disse o presidente da entidade.

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