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Pesquisadora do Inpa participa de festival inédito no Brasil sobre protagonismo feminino

Reunir mulheres de todo mundo para debater o protagonismo feminino foi um dos principais objetivos do “Festival Mulheres no Mundo”. Uma das convidadas deste ano para participar do evento mundialmente prestigiado foi a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) e coordenadora do Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, Vera da Silva, que participou de duas mesas-redondas.

Para a pesquisadora, que é doutora em Ecologia e Reprodução de Mamíferos pela Universidade de Cambridge e sócio-fundadora da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) participar do evento foi uma grande oportunidade para trocar experiências e enaltecer o protagonismo da mulher. “A questão das mulheres profissionais e mães sempre foi um tópico importante no meu dia a dia. E poder falar sobre um tema que faz parte do meu cotidiano é muito oportuno”, destacou.

O evento aconteceu de sexta a domingo (16 a 18), na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A vasta programação foi dividida em vários espaços, como o Museu do Amanhã, Praça Mauá, Museu de Arte do Rio, e o Armazém 1.

A roda de conversa que a pesquisadora participou no sábado debateu “Consciência de si e formas de sustentabilidade”. A discussão dói divida comLuciana Freitas, Maria do Carmo Oliveira, e Sonia Guajajara no que diz respeito os efeitos da ação humana no meio ambiente, proteção dos animais, formas como consumimos, dentre outros tópicos.

Outro debate em que Silva participou tratou sobre “O poder que emana das mulheres cientistas em rede”, tema atual para discutir de que maneira a atuação das mulheres em redes de cientistas pode contribuir não só para as mulheres serem mais respeitadas, tanto em sua competência, quanto em suas particularidades, quanto para o avanço do conhecimento, que se constrói em bases mais humanistas e sustentáveis.

Sobre a pesquisadora Vera da Silva

Vera da Silva é pesquisadora do Inpa desde 1981, local que exerce função de coordenadora do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA). “No laboratório desenvolvemos pesquisas com ênfase em Biologia e Conservação de Mamíferos Aquáticos da Amazônia, em parceria com a Associação Amigos do Peixe-boi e a Petrobras, que é a patrocinadora oficial do Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia”, esclarece a coordenadora do projeto.

A pesquisadora, graduada em biologia pela Universidade de Brasília (UNB), trabalha com os botos e peixes-bois da Amazônia há cerca de 40 anos. Com os estudos de mais de 25 anos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Mamirauá, a bióloga junto à equipe, gerou o maior volume de conhecimento que existe sobre os golfinhos da Amazônia.

Vera da Silva também coordena o Projeto Peixe-boi da Amazônia, que envolve o resgate de filhotes, a reabilitação, adaptação a vida selvagem e a reintrodução no ambiente natural. “Esses dois projetos, com a orientação de jovens cientistas, ocuparam a minha vida de bióloga na Amazônia”, comenta a coordenadora, que também está à frente do Projeto Museu na Floresta, cuja missão é contribuir para a conservação da biodiversidade da Amazônia, oferecendo suporte não só para a pesquisa, mas também para atividades de educação ambiental e ecoturismo.

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