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Prefeitura inicia a aplicação de estratégias após o Levantamento do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa)

Os agentes de endemias da Prefeitura de Manaus saíram às ruas do bairro Redenção, zona Centro-Oeste, para colocar em práticas as estratégias de combate ao mosquito Aedes aegypti, que foram delimitadas durante o Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa). A zona geográfica escolhida para o início das atividades, que começaram na terça-feira, 13/11, é considerada uma das mais endêmicas do mosquito causador da dengue, zica e chikungunya.

Para o secretário municipal de saúde (Semsa), Marcelo Magaldi, o resultado do segundo LIRAa aponta as áreas prioritárias de atuação em Manaus, a partir de agora.

“Conforme o anúncio do prefeito Arthur Virgílio Neto, o levantamento excluiu 11 bairros da situação de alta vulnerabilidade de transmissão de doenças pelo Aedes aegypti, mas para todos os outros, incluindo o Japiim, vamos atuar com medidas de conscientização junto à população para que, cada vez mais, possamos ter números menores de infestação”, explicou Magaldi.

Após o resultado do Diagnóstico de Infestação do Aedes, o bairro da Redenção foi classificado como de médio risco, com o resultado do Índice de Infestação de 1,8. Durante as visitas domiciliares, os agentes encontraram muitos vasos e pneus com larvas do mosquito.

A Semsa, por meio do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (DEVAE), programou ações que serão desenvolvidas nos seis bairros classificados como prioritários. Segundo o chefe do setor de controle de endemias, Rubens Souza, as ações ocorrem num raio organizado, em um mapa de atuação. É uma ilustração do território trabalhado, após o segundo levantamento, pelos agentes de combate às endemias e agentes comunitários de Saúde.

“Diante dos Resultados do LIRAa, realizamos visita nas quadras do bairro, em todos os domicílios. Nessa ação, fazemos educação em saúde, implantação do check-list “10 minutos contra o Aedes aegypti”, instalação de capa protetora nos baldes e tanques descobertos, sendo uma barreira física para a fêmea do mosquito não depositar seus ovos. Na inspeção realizada e, no caso de detecção de criadouro, nós eliminamos e, se necessário, tratamos com produto biolarvicida”, disse Rubens.

Índice de infestação

Conforme o chefe do Núcleo de Controle da Dengue, da Semsa, Alciles Comape, existem muitos locais com criadouros em imóveis fechados e que são denunciados por meio Disque-Saúde (0800 280 8280), ouvidoria ou detectados pela visita domiciliar.

“Os setores de Endemias dos Distritos de Saúde e Núcleo de Controle da Dengue entram em contato com a Vigilância Sanitária do Município e solicitam apoio para visitar e tentar encontrar o proprietário ou responsável por esses imóveis, com a finalidade de resolver os problemas detectados e denunciados nos bairros de alta e média vulnerabilidade”, disse Alciles.

Em janeiro deste ano, o primeiro LIRAa apontou um índice de 3,0%. Agora em outubro, o diagnóstico indicou redução para 1,0%. Isso significa que Manaus, apesar de permanecer em médio risco para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, apresentou importante redução do índice em relação aos períodos anteriores, tirando 11 bairros da zona de alto de risco para transmissão da doença.

Hoje, dos 63 bairros do município de Manaus, apenas seis - Jorge Teixeira, Tancredo Neves e São José na zona leste; Colônia Terra Nova e Monte das Oliveiras na zona Norte; e na zona Sul, o bairro Japiim, estão classificados como prioritários para receber a intensificação das ações. São eles que apresentam, também, maior incidência de pessoas acometidas por alguma das doenças transmitidas pelo Aedes, os quais serão trabalhados de maneira prioritária pelas equipes da prefeitura

Fotos: José Nildo 




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