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Parteiras Tradicionais do Amazonas decidem diretrizes para a associação em 2019

Na pauta da segunda reunião da Associação das Parteiras Tradicionais do Amazonas (APTAM), marcada para os dias 13 e 14 de fevereiro, no Instituto Leônidas e Maria Deane/Fiocruz Amazônia, está o planejamento das atividades para o ano de 2019, principalmente no que se refere à valorização das parteiras junto às equipes de saúde dos municípios.

Na ocasião, a diretoria e comissão técnica da associação, que também é denominada“Algodão Roxo” (uma das plantas mais utilizadas pelas parteiras), discutirá quais os mecanismos que irão subsidiar a manutenção do grupo como entidade civil organizada, que conta com parteiras dos diferentes municípios do Estado do Amazonas, como Tefé, Tabatinga, São Gabriel da Cachoeira, entre outros mais distantes.

O encontro servirá ainda como preparatório das atividades para o dia 5 de maio, data que se comemora o dia Internacional da Parteira Tradicional e as Conferências Estaduais de Saúde.

Para o coordenador do projeto e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio Cesar Schweickardt, além da agenda de atividades e planejamento, a reunião também discutirá a filiação das parteiras e a articulação com políticos locais. “É preciso discutir sobre a filiação e a incorporação das parteiras que estão distribuídas nos municípios do Amazonas, mas outro ponto importante é que também pretendemos fazer contato com os políticos locais, para conseguir um apoio de fato para essas mulheres que estão nesses diferentes lugares o Estado”, afirmou o coordenador.

Associação APTAM - Algodão Roxo

A Associação de Parteiras Tradicionais do Estado do Amazonas (APTAM) foi formalizada como instituição política durante reunião realizada em setembro de 2018, juntamente com parteiras de vários municípios do Estado, que compõem a comissão responsável.

A associação nasceu durante a Mostra de Parteiras Tradicionais da Amazônia realizada no 13º Congresso Internacional da Rede Unida, em Manaus, no mês de junho do ano passado e faz parte do projeto “Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado do Amazonas”, que está sendo desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SUSAM) e apoio financeiro do Ministério da Saúde (MS).



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