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Projeto Reeducar realiza primeira palestra do ano para público formado por pessoas em liberdade provisória

A cerimônia de reabertura das atividades do Reeducar, na manhã desta segunda-feira (4), no Fórum Ministro Henoch Reis, contou com a presença da juíza titular da 11ª Vara Criminal e coordenadora do projeto, Eulinete Melo Silva Tribuzy, da juíza da 2ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute), Rosália Guimarães Sarmento, do defensor público Miguel Tinoco e dos representantes das instituições parceiras.

O Reeducar tem por objetivo contribuir com a reinserção social de pessoas em liberdade provisória e, assim, evitar que elas se tornem reincidentes, enquanto estão respondendo o processo. Durante a palestra desta segunda-feira, os reeducandos acompanharam o depoimento de Juliana Salles que, como eles, teve a oportunidade de responder ao processo em liberdade e foi encaminhada pelo juiz para participar das atividades do Projeto Reeducar. “Tenho 27 anos e tive oportunidade de mudar de vida, fiz dois cursos de capacitação pelo projeto e, hoje, vivo outra realidade por meio dos estudos e de um trabalho digno”, destacou a jovem. O programa executado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas conta com o apoio de entidades que oferecem treinamento e capacitação profissional, visando a recolocação de ex-detentos no mercado de trabalho. 

De acordo com o representante do Sine Amazonas, Alisson Ferreira, o órgão destinará, por meio de uma parceria com empresários locais, vagas de trabalho a pessoas do projeto Reeducar. “O Sine Amazonas está abraçando essa causa e vamos oferecer um serviço de encaminhamento das pessoas que estão no Projeto Reeducar. Iremos direcioná-las a um emprego, dando oportunidade para que passem a trilhar um novo caminho. Vamos buscar parceria com empresários para que algumas vagas de emprego sejam destinadas ao Reeducar”, explicou o representante.

Idealizado e coordenado pela juíza Eulinete Tribuzy, titular da 11ª Vara Criminal do TJAM, o Reeducar já atendeu, desde sua implantação, em 2009, mais de 13.000 liberados provisórios. Só em 2018, foram 2.169 participantes das atividades, que incluem palestras, emissão de documentos como RG e carteira de trabalho, acompanhamento psicológico, encaminhamento para participação em cursos profissionalizantes, além de encaminhamento para o mercado de trabalho.

A juíza afirma ser importante que a sociedade compreenda a proposta do Reeducar, a fim de superar o preconceito existente contra pessoas que passaram pelo sistema prisional. “É necessário que se compreenda que ao dar oportunidade ao infrator, evitando que ele volte à prisão, teremos cidadãos melhores compondo a sociedade. A consequência desse apoio é a diminuição da criminalidade”, frisou a magistrada.


Foto: Chico Batata




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