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Presos recebem educação ambiental

Com o tema “Meio Ambiente no Sistema Prisional”, internos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) recebem palestra sobre a importância da preservação ambiental, com ênfase nas boas práticas de reaproveitamento dos materiais reutilizáveis.

Utilizando data show e folders explicativos, equipe multidisciplinar da Umanizzare Gestão Prisional apresenta conceitos importantes sobre o meio ambiente dentro do sistema prisional, como uso de reciclagem, reaproveitamento, a importância do descarte adequado do lixo produzido, da coleta seletiva e consequências do despejo inadequado, que pode entupir o sistema de esgoto sanitário e provocar alagações, além de consequentemente a proliferação de doenças.

A palestra tem a participação de aproximadamente 120 reeducandos, divididos entre os pavilhões A, B e C da unidade penitenciária. De acordo com a gerente de unidade, Adriane Ricardo, fotos da área externa da unidade prisional e das tubulações entupidas com dejetos despejados pelos internos em ralos e encanamentos são utilizadas para chamar ainda mais a atenção dos participantes. O objetivo segundo ela, é a de provocar nos internos a conscientização sobre a importância da preservação do ambiente em que se inserem.

“A preservação ambiental é obrigação de todos, inclusive das pessoas privadas de liberdade, uma vez que, manter o ambiente em que se inserem limpos e sustentáveis torna o local mais humano. Além disso, aproveitamos a atividade para lançar entre os interno o Projeto Mãos Limpas – cuja finalidade é reforçar entre os custodiados as boas práticas de higienização do ambiente, a manutenção da limpeza nas celas e pavilhões bem como a utilização das técnicas de coleta seletiva e descarte adequado dos resíduos”, informa a gerente.

Após palestra os reeducandos participam de debates sobre o tema e apontam alternativas para minimizar os efeitos, como sugestões para trabalhar a coleta seletiva dentro dos pavilhões.

Para um dos reeducandos do Pavilhão B, que preferiu não se identificar, “a missão de manter a coleta seletiva dentro da unidade prisional não será fácil, mas que com boa vontade e pode dar certo”.

Conforme a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, a atividade tem grande valia para a iniciação de uma nova consciência de preservação ambiental aos internos, contudo algumas atividades, segundo ela, serão implantadas pela empresa para dar continuidade a uma nova consciência de cautela e cuidados, agregando valores ao reeducando no processo de ressocialização, como: a prática da reutilização dos materiais recicláveis no artesanato.

“Esse projeto piloto ‘Mãos Limpas’ tem tudo para dar certo e mudar a mentalidade de todos, de que educação ambiental está associada apenas a ações de meio ambiente, quando não, quando interfere diretamente no ambiente em que vivemos”, finalizou Sheryde.




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