Simpósio Norte de Qualidade e Segurança do Paciente reúne 300 pessoas debatendo melhorias na área da saúde

Nos últimos anos, a medicina desenvolveu um amplo conhecimento e incorporou novas tecnologias, porém, ainda hoje, milhões de pessoas sofrem incidentes com danos enquanto recebem cuidados de saúde, como infecção relacionada à assistência, erro de medicação, queda, atraso de diagnóstico e tratamento, entre outros. Para tentar mudar essa realidade, mais de 300 pessoas, entre profissionais e estudantes da saúde, gestores e líderes hospitalares, estiveram reunidos em Manaus, neste fim de semana, debatendo a segurança dos pacientes nos hospitais.

O Simpósio Norte de Qualidade e Segurança do Paciente aconteceu no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, com a presença de nomes importantes da área no Brasil e de fora.

Convidado internacional do evento, o médico Carlos Hiran Goes de Souza, amazonense radicado na Europa há quase 20 anos, abordou a importância de gerir os relacionamentos no âmbito dos serviços de saúde, a fim de promover uma experiência melhor para as pessoas – tanto profissionais quanto usuários do sistema.

“Não podemos isolar conceitos. Experiência do paciente, experiência da família e experiência dos profissionais de saúde fazem parte de um contexto relacional que tem, tecnicamente, ferramenta para ser gerido. A gestão desse ambiente relacional depende de políticas bem estabelecidas pela gestão corporativa de uma unidade de saúde, pela gestão central de um sistema de saúde e pela gestão central de um sistema nacional de saúde. Políticas que convirjam para justamente se estabelecer o relacionamento humano como fator primordial”, disse o especialista em Gestão e Avaliação de Sistemas e Serviços de Saúde.

Fundador e diretor-executivo do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP), o médico infectologista José Ribamar Branco Filho deu ênfase para altos custos gerados à saúde. Segundo ele, o sistema perde muito dinheiro com incidentes com danos passíveis de prevenção, o que poderia ser gasto em melhoria da qualidade e segurança. “Esse é um dos grandes desafios no sistema de saúde no Brasil e no mundo: oferecer uma assistência segura e de alta qualidade com baixo custo”, afirmou, destacando ainda a necessidade de se criar uma cultura de segurança, mensurar e diminuir números de incidentes com dano, trazendo melhores resultados econômicos para as instituições.

Já a organizadora do Simpósio, que foi realizado pela segunda vez em Manaus, a médica intensivista Liane Cavalcante informou que é importante debater esse assunto para mudar estatísticas e diminuir os índices de mortes e erros na área da saúde. “Não é fácil organizar um evento desse porte e para tratar um assunto tão delicado. Porém, depois de mais de 9 meses de organização, conseguimos trazer para Manaus os principais nomes na área e reunir pessoas que realmente querem fazer a diferença para melhorar o atendimento na área da saúde”, disse.







Postar um comentário

 
Copyright © Chefão da Notícia. Templates Designed by OddThemes