Tempo de transferências de pacientes se reduz com novo sistema implantado pela Susam

O tempo médio de transferência de pacientes de hospitais do interior para Manaus e entre unidades de saúde da capital se reduziu consideravelmente com a implantação do Sistema de Transferências de Emergências Reguladas (Sister), da Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

Antes da implantação do novo sistema, o paciente da capital demorava até quatro dias para ser transferido da unidade de média complexidade (SPA ou UPA) para um pronto-socorro. Com o Sister, o tempo médio de transferência caiu para menos de 12 horas. Já para o paciente do interior, que antes demorava até sete dias para ser transferido a uma unidade em Manaus, o tempo médio de espera, agora, é de 36 horas.

Essa é a conclusão do relatório de dois meses de funcionamento do Sister apresentado na última quinta-feira (15/08) à gestão superior da Susam. Para o secretário de Saúde, Rodrigo Tobias, os dados coletados nos dois primeiros meses contribuem para o planejamento da secretaria para suprir melhor as necessidades da população e tornar ainda mais ágeis as transferências.

“A Secretaria de Estado de Saúde está produzindo uma solução tecnológica e uma série de informações importantes, que vão fomentar decisões e melhorar as nossas políticas públicas. Essa informação sistematizada nos ajuda a reorganizar o sistema. Portanto, o Sister vai além de uma solução, é uma ferramenta de planejamento”, disse Rodrigo Tobias.

Segundo o responsável pela implantação do Sister, Roberto Maia Bezerra, encaminhar o paciente ao ponto de atenção certo, com a assistência mais eficaz e no menor tempo possível, é o maior objetivo. Mas, conforme explica, o Sister vai além e permite uma série de outros resultados que vão auxiliar a melhorar, cada vez mais, o fluxo de atendimento.

O que é – O sistema foi desenvolvido pelo Complexo Regulador Estadual do Amazonas para o gerenciamento das transferências de pacientes em estado crítico à rede hospitalar de atenção às urgências e emergências da capital, a partir das salas de estabilização dos Serviços de Pronto Atendimento (SPA), das Unidades de Pronto Atendimento 24 horas (UPA 24 horas), das Unidades Hospitalares do Interior e das Salas de Reanimação dos Hospitais Prontos-Socorros Adultos e Infantis, Maternidades e Hospitais Especializados do Amazonas, visando a humanização dos serviços, maior controle do fluxo e otimização na utilização dos recursos.

Como funciona – O sistema on-line inédito faz a regulação e o monitoramento dos leitos de UTI, de internação e as transferências. O acesso ao sistema é via internet, por meio de computador, tablet ou smartphone, pelo endereço eletrônico: http://sister.saude.am.gov.br.

Ao acessar o sistema, a unidade de saúde solicitante preenche o formulário de acordo com a necessidade do paciente, e o médico regulador decide pela prioridade, conforme os protocolos estabelecidos. O atendimento é feito por ambulância terrestre ou UTI aérea.

Entre as principais causas para os pedidos de transferência estão as lesões, envenenamentos e consequências de causas externas, que nos dois meses de funcionamento tiveram 422 chamadas; as doenças do aparelho circulatório tiveram 368 chamadas, e as doenças do aparelho respiratório, 177.

Vantagens – Entre os resultados esperados estão o atendimento pré-hospitalar ou hospitalar em tempo oportuno para a melhoria do prognóstico; qualificação do acesso; otimização de recursos, diagnóstico, organização e implementação da rede de atenção às urgências; geração de dados sobre a urgência e emergência no âmbito estadual; definição de protocolos e estabelecimento de prioridades; abertura de canal de comunicação entre os serviços de saúde; treinamento das equipes de saúde para as rotinas e atendimentos.

Roberto Bezerra observa que, antes do sistema, as transferências eram realizadas informalmente, com o contato direto entre os profissionais das unidades de saúde. “Agora, a transferência é feita por sistema on-line, com protocolos próprios. O médico regulador avalia a situação do paciente e dá prioridade para quem está mais grave”.


Fotos: Semsa/Coari



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