I Simpósio de Ginecologia da FCecon acontece nesta segunda-feira (09/03)

A adoção da Colpocitologia em meio líquido no rastreio de lesões precursoras do câncer de colo de útero será um dos assuntos do I Simpósio de Ginecologia da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), que acontece nesta segunda-feira (09/03), das 7h às 16h30, no auditório da unidade hospitalar, 3º andar, localizado na rua Francisco Orellana, 215, bairro Planalto, zona centro-oeste.
 
A Colpocitologia em meio líquido será abordada pelo médico do Hospital de Amor de Barretos (SP), Júlio César Possati Resende, na mesa-redonda “Programa de Rastreamento organizado de câncer cervical e resultados do Hospital de Amor”, que terá como mediadora a presidente da Associação Amazonense de Ginecologia e Obstetrícia (Assago), Sigrid Cardoso.

Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Resende explica que o Hospital de Amor adota o método desde o ano de 2010 pelas vantagens associadas, por exemplo: menores índices de amostras insatisfatórias, possibilidade de aumento na produtividade com técnicas de automação da leitura, possibilidade de testes moleculares associados em uma mesma amostra, dentre outras.

Contudo, segundo o médico especialista, não há consenso na literatura em relação ao melhor desempenho da citologia em meio líquido, quando comparado a citologia convencional (Papanicolau) na detecção de lesões precursoras de câncer de colo de útero. “Todavia, na experiência do Hospital de Câncer de Barretos, relatada em diversas publicações, verificaram-se maiores índices de diagnóstico de atípicas cervicais quando se empregou na nossa casuística a citologia em meio líquido”, afirma.

Prevenção – A realização do Preventivo em meio líquido, paralelamente ao teste de Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco, tem ajudado na prevenção desse tipo de câncer, de acordo com o médico especialista. Ele afirma que a associação de testes para o rastreio de lesões precursoras de câncer tem demonstrado excelentes resultados na detecção de NIC2+ (grau de evolução da doença). “Ao se adotar modelos que utilizam os dois testes, paralelamente, verifica-se ainda maiores taxas de sensibilidade”, destaca.

Rastreamento – De acordo com o médico, para critérios de rastreamento populacional de câncer de câncer de colo de útero, a idade indicada para a realização do teste de HPV de alto risco seria a partir dos 30 anos. Segundo ele, abaixo dos 30 anos há perda da especificidade do método pela alta prevalência de infecções transitórias e corre-se o risco de diagnósticos equivocados e tratamentos desnecessários.

Simpósio – Com o tema “Simpósio de Ginecologia: como modificar a história do câncer de colo uterino no Amazonas”, o encontro colocará em pauta temas voltados à regionalização da saúde da mulher, além de contar com a presença de médicos especialistas com experiências em protocolos na prevenção desse tipo de câncer. Na ocasião, propostas para a abordagem regionalizada e interiorização das prevenções primária (vacina), secundária (preventivo) e terciária (conização do colo uterino) serão apresentadas.


Foto: Luís Mansueto/FCecon



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