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sexta-feira, 29 de maio de 2020

BS2 deixa Flamengo, e crise financeira só aumenta nos clubes


O segundo maior patrocinador de camisa do futebol brasileiro anunciou, nesta quinta-feira (28), o rompimento do acordo fechado em 2019. O banco BS2, que ocupava o espaço mais nobre da camisa do Flamengo, antecipou o fim do acordo em seis meses e aumentou a crise e o clima de apreensão vivido pelas principais equipes nacionais desde o início da pandemia do Covid-19.

Em comunicado oficial divulgado pelo Flamengo, a companhia não justificou diretamente o motivo da saída do clube. O documento apenas exaltou as conquistas em campo da equipe e afirmou se tratar de uma "decisão estratégica".

O BS2 fechou a parceria com a equipe carioca em 2019, em um acordo que renderia R$ 15 milhões por ano. Durante a apresentação do patrocinador, os dirigentes flamenguistas especularam que os valores poderiam chegar a mais de R$ 25 milhões com as bonificações que envolviam a abertura de contas de torcedores no banco. Mesmo sem o valor adicional, o acordo ficava atrás apenas da parceria entre Palmeiras e Crefisa dentro do mercado de patrocínio do futebol brasileiro.

O rompimento acontece justamente no momento em que os clubes têm articulado o retorno do futebol. O próprio presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, chegou a se encontrar com o Presidente da República, Jair Bolsonaro, para defender a volta dos jogos. Porém, com mais de mil mortes diárias por conta do Covid-19, ainda não há perspectiva em curto prazo da retomada dos principais campeonatos.

O problema dos clubes é que o BS2 não é uma exceção no mercado. O Flamengo já havia perdido o aporte do Azeite Royal, que também rompeu os contratos de patrocínio ao Botafogo, ao Fluminense, ao Vasco e ao Estádio do Maracanã.

Em São Paulo, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, declarou à Rádio Bandeirantes, há duas semanas, que dois terços dos patrocinadores do clube suspenderam os pagamentos neste período sem jogos. Ao menos nesse caso, houve a garantia de manutenção dos aportes após o retorno dos principais campeonatos.

O movimento se repete em outros clubes e mercados. Em Minas Gerais, por exemplo, Atlético Mineiro e Cruzeiro não têm recebido os valores que envolvem o acordo com a Multimarcas Consórcios. A suspensão foi anunciada em abril para os dois meses seguintes. Em entrevista ao jornal "SuperEsportes", o sócio da empresa, Luciano Lopes, justificou a decisão pelo fato de o acordo ser baseado na exposição de marca, o que não tem acontecido durante o período sem partidas.

Fonte: Máquina do Esporte

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