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terça-feira, 12 de maio de 2020

Prefeito diz ser contrário a decreto federal e pede cautela na reabertura de serviços não essenciais

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, posicionou-se contrário ao decreto do governo federal que incluiu atividades de salões de beleza, barbearias e academias de esportes na lista de “serviços essenciais” e voltou a pedir cautela na hora de avaliar reabertura de comércios ou mesmo de um possível lockdown, ou seja, uma medida mais radical de isolamento nesse período de pandemia pelo novo coronavírus, que vem registrando a cada dia mais casos de Covid-19 na capital e no Estado.

“Sinceramente, salões, barbearias e academias não são atividades essenciais. Não considero oportuno abrirmos agora, nem igrejas. Se fizermos isso, ajudaria a furar o isolamento social, que deve ser aumentado para além dos 40% atuais”, disse o prefeito Arthur Virgílio, em reunião com o governo estadual e representantes de diversos segmentos de classe e sociais, nesta terça-feira, 12/5.

Na ocasião, o governo anunciou a prorrogação, até dia 31 de maio, da suspensão do funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços não essenciais e destinados à recreação e lazer, algo em concordância com os decretos municipais. “Entendo que essa é uma boa data para decidirmos se está na hora de abrir ou não. Entendo que é ruim dar um passo e recuar dois depois”, alertou Arthur Virgílio.

O prefeito de Manaus reforçou também que há muito o que pensar e fazer antes de tomar medidas mais duras e disse que é hora de união. “Fico pensando nessa questão do lockdown em Manaus. Imagine uma provocação que possa resultar em luta e mortes. Insisto que algumas decisões sejam tomadas diretamente pelo povo e, se pensarmos bem, tudo que estamos proibindo não deixa de ser uma espécie de lockdown, uma interdição parcial”, advertiu.

Ao mesmo tempo em que clamou por cautela, Arthur pediu apoio da Polícia Militar na atuação de fiscais que estão verificando a abertura de comércios não essenciais e o uso de máscaras em estabelecimentos, item que passou a ser obrigatório em Manaus no início desta semana. “Vamos precisar da ajuda para fazermos, se necessário, cassações de alvarás, por exemplo”, declarou, ressaltando que a medida seria mais para a segurança do fiscal, sem qualquer tipo de repressão às pessoas.

Ainda durante a reunião, que durou pouco mais de três horas, uma boa notícia dada pelo prefeito, como ele mesmo classificou, é a redução no número de enterros em Manaus, que nesta terça-feira, 12/5, teve 83 registros (incluindo uma cremação) considerando públicos e privados. “É o terceiro dia que temos menos de cem sepultamentos. É algo a se comemorar, mas devemos ser cautelosos com essa descida, pois nela ainda há morte de pessoas”, observou Arthur.

Em outros pontos da reunião, Arthur reforçou seu discurso em defesa da Amazônia, disse que o momento ainda não é de colocar a economia em primeiro plano, mas sim as vidas das pessoas, e ressaltou ainda a atuação do hospital de campanha municipal Gilberto Novaes, uma parceria com o grupo Samel e o instituto Transire, com resultados importantes no tratamento e recuperação de pacientes com Covid-19.

“Esse é um drama de todos nós, mas vamos sair melhores disso. Mas é preciso que cada um se conscientize de fazer sua parte. A mensagem que fica é que não devemos relaxar”, ponderou Arthur, acrescentando que de sua parte há apoio ao governo em medidas nas demais cidades do Amazonas. “Fico muito feliz de ver uma reunião bem organizada e bem estruturada. [Governador] Conte comigo para o que puder fazer para o interior do povo do Amazonas, por lei tenho que fazer algo por Manaus, mas amo meu Estado. Devemos dar passos seguros, para que depois não venhamos a nos arrepender”, finalizou o prefeito.

Participaram ainda da reunião, além do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, e do governador do Amazonas, Wilson Lima, secretários municipais e estaduais, representantes da Justiça, prefeituras de cidades do interior e de entidades comerciais, que concordaram em ter cautela, como ponderou o prefeito, na hora de avaliar reabertura de comércios e serviços não essenciais.


Foto - Márcio James / Semcom



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