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sábado, 20 de junho de 2020

Venda coletiva fez Barcelona e Real Madrid ganharem mais da TV


Na esteira da Medida Provisória assinada nesta quinta-feira (18) pelo presidente Jair Bolsonaro alterando a questão dos direitos de transmissão no Brasil, o portal Máquina do Esporte compilou um resumo do que ocorreu com a Premier League (leia aqui) e também com a LaLiga nos últimos anos, como base de comparação com o que poderá vir pela frente no futebol brasileiro.

Na Espanha, a LaLiga, observando a perda de competitividade do campeonato nas últimas décadas, decidiu pressionar o governo para que a Lei de Direitos de Transmissão do país mudasse de individuais, em que cada clube poderia vender os seus direitos (semelhante ao Brasil atual), para coletivas, em que a Liga definiria os métodos e a divisão das cotas entre todos os clubes, com o objetivo de reequilibrar as receitas das equipes, potencializá-las e melhorar o campeonato como um produto comercial para o mundo.

Até 2015, as superpotências Barcelona e Real Madrid recebiam cotas de TV muito maiores do que todos os rivais por conta do grande potencial internacional, representatividade e quantidade de jogadores de renome, transformando o torneio nacional em uma disputa praticamente exclusiva entre as duas equipes e, assim, fazendo o produto perder relevância como um todo.

"No antigo formato de direitos de transmissão, se uma empresa de televisão tivesse € 100 milhões, ela daria quase a totalidade para Barcelona e Real Madrid e dividiria uma pequena quantidade entre os demais 18 clubes", explicou Albert Castelló, representante da LaLiga no Brasil ao "Os Máquinistas", o podcast da Máquina do Esporte. Ouça a entrevista na íntegra aqui.

Com o aval do governo espanhol e a alteração na legislação dos direitos de transmissão ocorrida em 2015, houve mudanças significativas na forma como atualmente são distribuídas as cotas de transmissão, gerando uma maior competitividade ao campeonato e, consequentemente, aumentando as receitas e o interesse do público pela competição.

"Hoje, toda a receita de transmissão da LaLiga, tanto nacional quanto internacional, é dividida em 50% igualitária para todos os clubes, 25% pela posição média dos clubes nas últimas cinco temporadas e 25% de notoriedade, o que engloba média de público, audiência e engajamento nas redes sociais, por exemplo", completou o dirigente.

Com essas mudanças, além do aumento de cotas para os outros 18 clubes que disputam a primeira divisão do país, Barcelona e Real Madrid também tiveram não apenas as suas cotas anteriores mantidas como também conseguiram um acréscimo aproximado de 15% devido ao aumento do interesse mundial pelo produto como um todo.

Atualmente, a LaLiga é considerada um sucesso de público e principalmente de exposição, sendo transmitida por 105 emissoras internacionais e em 183 países espalhados pelo planeta.

Foto: Divulgação / LaLiga / Puma
Máquina do Esporte

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