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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Pesquisa da CDC/Aleam aponta variação de 70% no valor da cesta básica em Manaus



Uma variação de 70% no valor da cesta básica praticado nos supermercados de Manaus foi apontada em pesquisa da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (CDC/Aleam), divulgada nesta quinta-feira (15). O levantamento foi realizado no período de 6 a 9 de outubro em dez supermercados localizados nas zonas Norte, Centro-Sul e Leste da capital amazonense.

Para esta pesquisa, a CDC/Aleam buscou identificar as variações de preço de 26 itens que compõem a cesta básica do consumidor na capital amazonense. São considerados produtos essenciais da cesta os mais baratos, “ou seja, não se considera, por exemplo, a marca do produto, apenas o preço, independentemente do estabelecimento pesquisado”.

De acordo com o levantamento, a diferença de valores da cesta básica constatada nos dez estabelecimentos da capital foi de R$ 35,62, sendo R$ 209,70 a mais barata e R$ 245,32 a mais cara.

A pesquisa apontou ainda que, na composição da cesta básica, os itens que mais pesaram foram a linguiça, com 17,14%, o leite com 8,98% e o arroz, com 8,48%. Juntos, os produtos corresponderam a 34,6% (R$ 75,93) do valor total da cesta básica.

Também se mostram “vilões” da cesta básica, com variação elevada de preço nos supermercados, itens indispensáveis à higiene pessoal como creme dental com 207,34% (de R$ 1,09 a R$ 3,35), água sanitária com 141,41% (de R$ 0,99 a R$ 2,39) e sabão em pó com 140,69% (R$ 1,45 a R$ 3,49).



A pesquisa da CDC/Aleam da cesta básica é realizada mensalmente nos supermercados de Manaus e, segundo o presidente da Comissão, deputado estadual João Luiz (Republicanos), tem como objetivo orientar e informar a sociedade e o trabalhador amazonense acerca do poder de compra.

“A pesquisa apontou que, apesar da pouca diferença de valor entre um item e outro, a melhor opção é mesmo colocar o montante a ser gasto na ponta do lápis, pesquisar e comprar apenas o básico, evitando os supérfluos, que encarece, ainda mais, as compras do mês”, ponderou João Luiz.

Fotos: Mauro Smith

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