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sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Dezembro Vermelho: servidores atuam em serviço especializado para pacientes com HIV



Símbolo de grande mobilização nacional de conscientização para a prevenção ao vírus HIV, à Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), o “Dezembro Vermelho” nasceu a partir da Lei 13.504/2017. O mês foi escolhido pelo Ministério da Saúde, em razão do Dia Mundial de Conscientização e Combate à Aids, celebrado em 1º de dezembro. A ideia surgiu para reforçar a solidariedade, a tolerância e a compreensão dispensada às pessoas vivendo com o HIV, que precisam de assistência especializada diante do diagnóstico.

No Amazonas, o Governo do Estado oferece atendimento à população através dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) que, articulados aos demais serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), representam uma estratégia importante na promoção da equidade de acesso ao aconselhamento e ao diagnóstico do HIV, hepatites B e C, sífilis e outras IST.

Após o diagnóstico, em caso positivo para HIV, os pacientes são encaminhados para o Serviço de Assistência Especializada (SAE), que conta com uma equipe multidisciplinar composta por médico, enfermeiro, assistente social, psicólogo e farmacêutico, para melhor atender os pacientes.



“No SAE o paciente vai passar por consulta com cada um dos profissionais e cada um desses profissionais vai atendê-lo dentro da sua especificidade técnica, então ele vai compreender em que consiste, quais exames ela vai fazer, como vai ser a consulta médica, quais remédios vai tomar, a importância dele aderir ao tratamento e fazer corretamente e como vai ser feito o monitoramento do HIV em seu organismo”, explicou a psicóloga Raquel Maria Navarro, que há sete anos faz parte da equipe multidisciplinar do SAE da Fundação Alfredo da Matta (Fuam) e também trabalha no CTA da unidade.

Além do acolhimento após o diagnóstico, Raquel pontuou os objetivos relacionados ao papel do psicólogo no SAE. “Meu papel como psicóloga é fazer uma avaliação psicológica da condição que o paciente chega ao SAE para, dessa forma, poder verificar se há a dificuldade de aceitação do diagnóstico desse paciente. Além disso, também oferecemos apoio na comunicação do diagnóstico para parceiros (as) e familiares, e também acompanhamos esses pacientes através de psicoterapia ao longo do tratamento para o HIV”, destacou.

Servidora do Estado há 15 anos, a assistente social do SAE da Fuam, Lídia Vale, falou sobre a importância que cada profissional tem no atendimento e no processo de cuidado da pessoa vivendo com HIV. “No SAE Fuam o atendimento é feito por uma equipe multiprofissional e todos desempenham papel importante desde o primeiro serviço prestado. No primeiro momento é feito o acolhimento do usuário e esse momento é precioso, porque muitas vezes percebemos pessoas ainda em diagnóstico recente, então temos que conduzir da melhor forma possível esse processo”, explicou.



Entre suas atribuições, o assistente social é o profissional que irá possibilitar acesso do usuário do SUS aos serviços de assistência social, atendimento e orientação aos familiares quando necessário. Para Lídia, os pacientes não devem desanimar, mas sim procurar seguir o tratamento de forma correta. “A mensagem que devemos e procuramos passar cotidianamente é que pessoas vivendo com HIV podem ter uma vida normal, manterem relacionamentos afetivos, trabalhar, estudar, constituir família, serem felizes. O importante é buscar o tratamento o quanto antes e fazer o acompanhamento de forma correta”, ressaltou.

Aids x HIV – HIV é a sigla em inglês do Vírus da Imunodeficiência Humana. Esse vírus é do tipo retrovírus e ataca o sistema imunológico, que é o responsável pela defesa do organismo em caso de doenças. Já a Aids, que é a sigla em inglês da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, trata-se do estágio mais avançado de infecção pelo vírus HIV. Saber a diferenciação e usar a nomenclatura adequada é um passo importante para o “Dezembro Vermelho”.

Serviço – O CTA oferece a testagem rápida para o HIV, sífilis, hepatites B e C e diagnóstico e tratamento para outras IST. Podem ser encontrados na Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), na Fundação Alfredo da Matta (Fuam), no Caimi Ada Viana, na Policlínica Gilberto Mestrinho e Policlínica Colônia Antônio Aleixo.



Já os SAEs estão localizados em seis unidades: FMT-HDV; Fuam; Policlínica Raimundo Franco Sá, no bairro Alvorada; Policlínica Cardoso Fontes, no Centro; Policlínica Dr. Antônio Comte Telles, no São José; e Policlínica Dr. Antônio Reis, no São Lázaro. Tem também a Unidades Básica de Saúde (UBS) Arthur Virgílio Filho, no Novo Aleixo.

No interior, os municípios de Benjamin Constant, Coari, Itacoatiara, Maués, Parintins, Tabatinga e Tefé possuem SAE. Nos demais há atendimento por meio de UBS e os casos mais complexos são encaminhados para o centro de referência que atende todo o Estado, a FMT-HDV.

Testagem - A testagem deve ser feita durante o pré-natal (gestantes); casos de DSTs, tuberculose ou hepatites; quando houver relação sexual (oral, anal ou vaginal) sem camisinha ou se houve rompimento da camisinha durante o ato sexual; e em casos de compartilhamento de seringas ou agulhas. O sigilo e o aconselhamento pré-teste e pós-teste são garantidos. Além disso, são disponibilizados preservativos masculinos, femininos e gel lubrificante para os pacientes.


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