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Câmara aprova impeachment de Trump pela 2ª vez; decisão vai ao Senado

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A uma semana da posse de Joe Biden, a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou hoje, pela segunda vez, o impeachment do presidente Donald Trump, acusado pelos congressistas de “incitação à insurreição” após a invasão ao Capitólio no último dia 6, que deixou cinco mortos.

Ao todo, 221 dos 222 deputados democratas votaram a favor do afastamento de Trump. Entre os republicanos, foram dez de 211. O placar final ficou em 231 a 197, com uma abstenção democrata e quatro republicanas.

“O presidente dos Estados Unidos incitou esta insurreição, esta rebelião armada contra nosso país”, defendeu no plenário a democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara. “Ele precisa sair. Ele é um perigo claro e presente para a nação que todos nós amamos”.

Mesmo com a votação favorável ao impeachment, Trump deve permanecer no cargo até o fim de seu mandato, uma vez que é necessária a aprovação do Senado para que o afastamento seja, de fato, confirmado.

Líder da Maioria, o senador republicano Mitch McConnell descartou convocar uma sessão de emergência para debater a matéria de forma antecipada e disse que, “apesar de a imprensa estar cheia de especulações”, ainda não decidiu se votará a favor ou contra o impeachment.

A aprovação do impeachment na Câmara acontece exatamente uma semana depois da invasão ao Capitólio, sede do Congresso americano, em Washington (DC). Hoje, a capital amanheceu sob forte esquema de segurança, com dezenas de militares da reserva tendo passado a noite dentro do Congresso. Muitos dormiram no chão.

Blocos de concreto separavam os cruzamentos principais do centro da cidade; enormes barreiras de metal cercavam prédios federais, incluindo a Casa Branca, e a Guarda Nacional estava por todos os lados.

Os debates na Câmara dos Deputados começaram às 9h (hora local, 11h em Brasília). Seu resultado — já esperado, uma vez que o Partido Democrata controla a Casa — marca a abertura formal do processo de impeachment contra Trump, que se tornou o primeiro presidente na história do país a ser julgado duas vezes no Congresso.

Conteúdo: UOL

Foto: EPA/MICHAEL REYNOLDS