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Amazonas

Diretor contaminado pelo coronavírus impõe terror a funcionários de TV ligada ao governo do Amazonas

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A contaminação pelo coronavírus, do cantor Zezinho Corrêa, pode ter ocorrido dentro das instalações da TV e Rádio Encontro das Águas (antiga TV e Rádio Cultura). Zezinho foi internado entre a vida e a morte, após live nas instalações da TV, foco de transmissão do vírus.

Um dos colaboradores da Tv Encontro das Águas, Jânio de Souza Cruz, que atuava como motorista, morreu vítima de complicações do Covid-19 e mesmo assim, a direção da emissora insiste em descumprir decreto estadual e determinar escalas com trabalho presencial.

Uma ação está sendo movida por funcionários e colaboradores para denunciar o descaso da direção da emissora.

“As instalações da TV e Rádio Encontro das Águas (antiga TV e Rádio Cultura) se transformaram em verdadeiro foco do novo coronavírus nessa segunda onda da pandemia em Manaus. Há relatos de que vários funcionários contraíram Covid-19, inclusive o atual presidente da emissora estatal, Oswaldo Lopes, e também o motorista, Jânio de Souza Cruz, falecido no último dia 08 de janeiro”, garantem funcionários que estão denunciando o caso às autoridades.

Segundo ainda a denúncia que chegou ao portal, “a situação é desesperadora entre os trabalhadores, porque o diretor-presidente, embora esteja doente de Covid-19, obriga e exige que todos os profissionais estejam na sede da emissora para trabalhar, e nós sabemos que até agora não foi providenciada uma limpeza geral, ou seja, uma desinfecção ou sanitização em todo o prédio da TV. Portanto, estamos expostos à Covid-19 e o que está em jogo são as nossas vidas e dos nossos familiares”, diz um dos funcionários que pede para não ser identificado por temer represálias.

Um outro funcionário também contraiu a Covid-19 e segue lutando pela vida na Clínica Santo Alberto.

O governador Wilson Lima não deve estar sabendo do que está ocorrendo na emissora e muito menos das ameaças pelo que estão passando funcionários. O diretor, segundo as denúncias, tem se portado como um ‘ditador’ e vive ameaçando de demissão quem não cumpre as suas determinações.

Segundo os relatos, na primeira onda da Covid-19, o diretor-presidente da Fundação Televisão e Rádio Encontro das Águas (Funtea) adotou o sistema de home office, que funcionou perfeitamente. Mas, nessa segunda onda, Oswaldo Lopes  está obrigando todos os funcionários a estarem no sistema de trabalho presencial, por meio de escalas diárias e ininterruptas.

Atualmente, Lopes encontra-se afastado da emissora por ter contraído COVID e designou ao diretor de programação, Welder Alves a tarefa de determinar as escalas presenciais, mesmo sob protesto de funcionários que não estão confiantes em voltar a trabalhar no ambiente. E propuseram a continuação do sistema home office ou teletrabalho. Alves cumpre fielmente as determinações impostas pelo presidente insistindo que é “dever” dos funcionários manter a emissora em funcionamento em plena pandemia. 

ASSÉDIO

Os funcionários também aproveitaram para denunciar o diretor-presidente da emissora, Oswaldo Lopes, por assédio moral.

Segundo a denúncia, que estaria sendo encaminhada ao Ministério Público do Estado (MPE) por um grupo de funcionários, Oswaldo Lopes, que comanda a TV e Rádio Encontro das Águas age como um ditador, sem ser ao menos profissional da área de comunicação.

“Ele humilha as pessoas, as trata com desrespeito, numa prática constante de assédio moral, entre outras situações”, afirmam os funcionários em denúncia coletiva.

Detalhes dão conta de que num dos casos de assédio moral, Oswaldo Lopes teria humilhado um funcionário na frente de várias pessoas na recepção da emissora de TV e Rádio.

“Por três vezes ele agrediu uma produtora antiga da TV, com palavras desmoralizantes. Uma dessas agressões verbais públicas ocorreu durante a realização da Expoagro, na frente de algumas autoridades. Outra, dentro da igreja de São José Operário, durante a transmissão de evento em novembro passado. Ele gritou tanto com a diretora que faltou pouco para um funcionário reagir e defender a vítima”, revela um dos funcionários.

Segundo a denúncia, o ato violento dentro da igreja, causou revolta e medo dos padres que teriam ficado assustados com a reação violenta e desproporcional do diretor. A cena de assédio foi vista por fiéis, além dos padres e vários funcionários da igreja.

AMEAÇAS DE DEMISSÃO E TERROR

Os funcionários também denunciam que o diretor-presidente vive ameaçando os funcionários de demissão.

Sem conhecer a dinâmica da Rádio e da TV, Oswaldo Lopes estaria exigindo serviços impossíveis, como cumprir pautas em curto espaço de tempo e até serviços no mesmo horário, quando determinados jornalistas estão cumprindo as obrigações diárias.

A reportagem não citará os nomes das pessoas que teriam sido assediadas pelo diretor, por ética profissional.

Funcionários esperam por providências do governador Wilson Lima.

Por : portalflagrante