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Amazonas

Em novo decreto do governo, circulação de pessoas no Estado está restrita por 24 horas

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Descartando um lockdown geral no Estado do Amazonas, o governador Wilson Lima (PSC) anunciou um novo decreto, semelhante ao divulgado no último dia 14 deste mês, com medidas mais rígidas em relação à circulação de pessoas em vias e espaços públicos, restringindo em 24 horas, abrindo espaço apenas para a circulação de uma pessoa por família em supermercados, farmácias e unidades de saúde (em caso de urgência).

O anúncio foi feito na tarde deste sábado, 23, por meio de uma transmissão nas redes sociais do governo. A medida passa a valer a partir desta segunda-feira, 25, com duração de dez dias corridos. O decreto com as novas restrições será publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) até domingo, 24.

Decreto

Supermercados estarão abertos de 6h às 19h (limitado apenas a produtos de alimentação, bebidas, limpeza e higiene pessoal);

Farmácias abertas durante 24h;

Feiras abertas de 4h às 8h;

Serviços de saúde clínicas de urgência e emergência, clínicas veterinárias, atendimento em domicílio e atendimento de saúde mental também ficarão abertos.

Além disso, restaurantes, padarias e bares funcionarão apenas no sistema de delivery, no horário de 6h às 22h;

Obras e serviço de engenharia apenas para a área de saúde estarão permitidos a funcionar;

Produção e transporte de cargas de produtos essenciais a vida (insumos, medicamentos e alimentos) e transporte dos trabalhadores das atividades essenciais também estão permitidas.

Em relação à indústria, funcionará em turno de 12 horas com exceção das empresas que tem como fundamento o atendimento de alimentação e farmácia e de itens para os hospitais.

Coronavírus

A medida foi anunciada durante uma transmissão do governo do Amazonas em suas redes sociais, nesta manhã de sábado, 23, após uma reunião do governador Wilson Lima com representantes das indústrias de comércio, farmácia, além dos órgãos do Ministério Público Estadual, Defensoria Pública e entre outros.

De acordo com o secretário de Saúde, Marcellus Câmpello, o aumento no número de casos da pandemia do novo coronavírus no Estado, resultando em uma taxa de ocupação operando acima da capacidade de 100% fazendo com que o Amazonas “pressione” toda a rede de saúde foi o que mais influenciou na decisão.

“Nós estamos hoje com as nossas unidades de saúde acima do limite da capacidade, todos os Pronto-Socorros operam acima de 100% de taxa de ocupação. O Hospital Delphina Aziz, que é referência de Covid que tem 150 leitos de UTI e 284 leitos clínicos, opera com 100% da sua capacidade na sua rede”, disse o secretário citando que existe uma maior preocupação com o aumento de casos no interior do Estado.

O Amazonas possui atualmente a maior taxa de transmissão do vírus no país, de 1.3, sendo considerado um nível grave da disseminação da doença.

“Essa é uma medida pra que a gente possa diminuir aglomerações consequentemente quebrar essa cadeia de transmissão do vírus, de dessa vez, de acordo com especialistas essa mutação aí nova tem uma capacidade de muito grande de transmissão, a nossa taxa de infecção hoje é de 1.3, a cada 100 pessoas infectadas, tem a capacidade de infectar mais 130, então é uma taxa muito alta”, disse Wilson Lima.