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White Martins amplia fornecimento máximo em Manaus para 80 mil metros cúbicos de oxigênio por dia



Diante da situação de calamidade pública no Amazonas devido à pandemia de Covid-19, a White Martins tem feito um esforço sem precedentes nos seus 108 anos de atuação no Brasil. Com isso, já conseguiu atingir atualmente um patamar máximo de entrega no estado de 80 mil metros cúbicos diários do produto, duas vezes e meia a capacidade de produção de sua planta em Manaus, que alcançou 30 mil metros cúbicos por dia.

Por meio de uma operação de guerra, realizada de forma coletiva, envolvendo recursos próprios e de terceiros, a empresa tem implementado uma série de medidas para abastecer a região. Foram deslocados 73 equipamentos para transporte de oxigênio líquido para a operação local, que antes da pandemia contava com 7, suficientes para atender regularmente o mercado medicinal. Além disso, mais de 130 funcionários, entre engenheiros, técnicos, supervisores de operação e motoristas, foram realocados para esta operação.

Entretanto, é importante reforçar que este altíssimo volume de fornecimento só poderá ser mantido com a continuidade de todos os esforços coletivos vigentes, que envolvem estrutura logística própria e apoio de terceiros como das Forças Armadas e de outras autoridades públicas, importação do produto, e suporte para obter mais agilidade na liberação de cargas em aduanas e postos de controle. Estas informações foram repassadas ao Comitê de Crise Covid-19, criado pelo Governo do Amazonas, que tem coordenado as ações relacionadas ao combate à pandemia na região.

Qualquer eventual aumento de demanda além do patamar de 80 mil metros cúbicos de oxigênio precisará ser suprido por outras fontes ainda não participantes do processo de fornecimento do produto no Amazonas.

A pandemia do coronavírus se agravou fortemente no estado do Amazonas. A demanda de oxigênio quintuplicou nos primeiros 15 dias do ano, tendo ultrapassado o volume de 70 mil metros cúbicos por dia. Anteriormente à pandemia, a planta de Manaus operava com 50% de sua capacidade, produzindo o suficiente para atender todos os seus clientes do segmento medicinal, que somavam um consumo na ordem de 10 a 15 mil m3 por dia.

Além do crescimento exponencial do consumo no estado, o cenário logístico na região – que por si só já é extremamente desafiador por não contar com acesso terrestre – fica ainda mais complexo ao demandar movimentação de carga por transporte fluvial e aéreo.

Diante dessa escalada de consumo, a White Martins tem implementado ações e dado ciência ao Governo do Amazonas e ao Ministério da Saúde:

Produção da planta

Ampliação da produção da planta de Manaus de 25 para 28 mil metros cúbicos por dia. Nos últimos dois dias, por meio de esforços adicionais, conseguimos elevar a produção da planta para 30 mil metros cúbicos, patamar no qual acreditamos que essa produção deva se estabilizar;

Direcionamento de toda a produção de oxigênio da unidade para o segmento medicinal;

Reativação de antiga planta da White Martins em Manaus, inoperante desde 2009, que deverá aumentar a capacidade produtiva local em cerca de 6 mil m3 de oxigênio por dia. A unidade deverá voltar a funcionar até o dia 15 de fevereiro.

Requerimento à Anvisa para se reduzir temporariamente no Amazonas o percentual de pureza do oxigênio medicinal de 99% para 95%, já autorizado, visando ao aumento da capacidade produtiva em 2 mil metros cúbicos diários, já considerada no cálculo dos 30 mil m3 mencionados acima.

Esforços logísticos

Implementação de uma grande operação aérea e fluvial, em cooperação com as autoridades governamentais e as Forças Armadas, para trazer oxigênio de fábricas localizadas em outros estados;

Deslocamento de 36 carretas criogênicas e 6 isotanques de 7 estados diferentes, que permitiram o incremento do volume médio de 23 mil metros cúbicos por dia;

Deslocamento de 30 tanques criogênicos móveis fazendo a rota Brasília - Manaus, no modal aéreo com a FAB, entregando cerca de 8 mil m3 por dia;

Utilização de tanque de 90 mil m3, que será instalado numa balsa para transportar oxigênio de Belém para Manaus, com previsão de chegada em Manaus em 14 de fevereiro, com o auxílio da Marinha do Brasil. Uma vez em operação, essa carga contribuirá com 3750 m3 por dia;

Previsão de receber 32 mil m3 por semana, a partir de operação da Invegas, empresa do mesmo grupo da White Martins, uma vez que esteja a carga liberada para entrada no país pelas autoridades competentes;

Aportados na operação 2050 cilindros, correspondendo a uma média diária de 2 mil m3;

Todos esses esforços acima mencionados adicionaram 73 equipamentos para transporte de oxigênio líquido a uma base de operação anterior à pandemia de 7 equipamentos, que eram suficientes para atender à demanda.

Os modais fluvial e aéreo têm sido as vias prioritárias para esse transporte, pois Manaus não tem integração rodoviária com as principais cidades nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste do país.

Pelo modal fluvial, feito por balsa, o ciclo de entrega corresponde a 13 dias de viagem (ida e volta), embarcando o oxigênio líquido armazenado em tanques criogênicos de elevado isolamento térmico para suportar a longa viagem sem prejuízo ao sistema de segurança ou perda de produto. Para ser transportado e armazenado na forma líquida, o oxigênio é resfriado a temperaturas abaixo de – 186°C.

Já o transporte aéreo do oxigênio requer aeronaves altamente adaptadas para esta finalidade, que seguem normas de segurança específicas. Para isto, a companhia tem contado com o suporte da Força Aérea Brasileira (FAB) para viabilizar o transporte emergencial do oxigênio em condições seguras e com agilidade.

Mobilização de equipes

Deslocamento de mais de 130 funcionários, entre engenheiros, técnicos, motoristas, supervisores de operação e outros profissionais especializados, para Manaus, onde estão trabalhando 24 horas por dia.

Esforço Hospitalar

Instalação de 2 miniusinas de oxigênio (PSA) que geram o próprio produto a partir do ar ambiental, liberando cilindros e oxigênio para outros usuários;

a) Hospital Universitário Getúlio Vargas, em operação desde o dia 20 de janeiro (mais 600 m3/dia);

b) Hospital SPA Redenção, em operação a partir do dia 21 de janeiro (384 m3/dia);

Instalação em andamento de 150 concentradores e 6 compressores de ar, equivalendo a um fornecimento diário de 2250 m3 de oxigênio.

Compra de oxigênio de fornecedores locais

A White Martins tem comprado das empresas Carboxi e Nitron toda a quantidade de oxigênio informada por esses fornecedores locais como a disponível em seus estoques, tendo ampliado sua entrega em cerca de 35 mil metros cúbicos totais, não diários, até o dia 14 de janeiro.

CENÁRIO FUTURO

O quadro vem se agravando continuamente. Somente o consumo atual de cinco hospitais locais é maior do que a capacidade de produção total da planta local da White Martins, atualmente de 30 mil metros cúbicos por dia. O consumo individual de boa parte dos hospitais do município já é mais do que o dobro da média de consumo dos maiores hospitais do país.

Para efeitos de comparação, entre janeiro e março de 2020, o consumo diário era de 12.500 m3 por dia. Durante a primeira onda da pandemia, alcançou um consumo de 30 mil m3 por dia. No segundo semestre de 2020, reduziu para 15.500 m3 por dia e, atualmente, atingiu cerca de 70 mil m3 por dia e segue crescendo.

A White Martins seguirá cumprindo seu papel social e está realizando todos os seus esforços para salvar vidas, e disponibilizar a maior quantidade de oxigênio à Secretaria Estadual de Saúde, indo muito além das suas obrigações contratuais.

Em paralelo, é imprescindível que as autoridades de Saúde mantenham o monitoramento constante da sua demanda no Estado do Amazonas, sinalizando apropriadamente e de forma antecipada qualquer incremento, real ou potencial, do volume de gases, bem como eventuais expansões das unidades hospitalares que demandem oxigênio, para que seja definido um plano de atendimento emergencial em conjunto com a White Martins e necessariamente terceiros, que serão necessários, dentro do limite da capacidade de cada agente.


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