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Professores da Semed ameaçam greve sanitária: 'não vamos mais arriscar nossas vidas para que o prefeito ou secretário finjam que está tudo bem...'



Professores da rede pública de ensino em Manaus ameaçam paralisar os trabalhos, caso a Secretaria Municipal de Educação (Semed) insista em avançar com os projetos de aula híbrida (rotatividade entre os alunos de forma presencial) nas escolas.

A reclamação dos profissionais se dá após reunião do secretário de educação, Pauderney Avelino, com o sindicato da categoria. Para os professores, o retorno às escolas só é seguro com a vacinação em massa da população, e não só dos profissionais das escolas. "É um ambiente de insegurança e sem a vacinação em massa da população é impossível qualquer tipo de retorno ao trabalho presencial", comenta o professor Luiz Claudio Corrêa, do movimento Lutaeducador.

Os trabalhadores reclamam, também, que o modelo de aula virtual do início do ano letivo tem excluído os alunos, pois a grande maioria não tem condições materiais para acompanhar as aulas e a prefeitura não oferece suporte para os estudantes. Para o professor Jonas Araújo, também da Semed, os educadores enfrentam os mesmos problemas dos alunos e a Semed não incentiva a categoria a promover as aulas com qualidade, sendo que muitos tiveram despesas extras para iniciar o ano com compra de notebooks, assinatura de pacote de internet e construção de espaços para a aula virtual em casa.

Escolas não oferecem segurança contra a Covid19

Em manifesto lançado no último dia 12 de fevereiro, os professores expressaram seus cuidados com o retorno sem a vacinação, além de denunciar que os trabalhadores administrativos estão sendo forçados a retornarem às escolas para distribuir o cartão merenda. "As escolas não oferecem as mínimas condições de segurança contra a contaminação por Covid19, nem para os servidores da área administrativa, nem para professores ou mesmo para o cidadão que vai buscar o cartão", enfatiza Efraim Costa, servidor administrativo da Semed.

Para ele, a alternativa segura é a prefeitura firmar convênio com o Bolsa Família ou mesmo os bancos públicos que pagam o auxílio para que os comunitários recebam os valores. "Somos a favor do auxílio, mas ninguém precisa morrer pra isso".

Greve sanitária

Motivada pela existência de risco à saúde ou à segurança do trabalhador presente no meio ambiente do trabalho, a greve sanitária tem sido apontada como alternativa para a categoria, caso haja a insistência do retorno às aulas por parte da Semed, sem que a vacinação esteja em estágio avançado na população. "Não vamos mais arriscar nossas vidas para que o prefeito ou secretário finjam que está tudo bem, enquanto todo dia recebemos notícias de morte entre os integrantes da categoria", explicou a professora Gleice Oliveira.

Os movimentos de trabalhadores da educação de Manaus se reúnem nesta sexta-feira para iniciar o trabalho de esclarecimento da sociedade sobre o tema e também para começar a mobilização da categoria em busca de um retorno às aulas com condições materiais, deixando claro que sem vacina, é impossível o retorno ao trabalho presencial nas escolas.

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