SOCORRO │ Dona de parque de diversão apela às autoridades que lhe dê a chance de trabalhar e sobreviver

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SOCORRO │ Dona de parque de diversão apela às autoridades que lhe dê a chance de trabalhar e sobreviver



Sufocada pelas dívidas com contas de águas, energia, aluguel e folha de pagamento dos mais de 40 funcionários, atrasadas, a empresária Conceição de Fátima Jimenes, 64 anos, dos quais mais de 45 dedicados ao ramo de parque de diversões, pede socorro às autoridades do Amazonas para voltar a trabalhar.

Dona do Mirage Parque, localizado na avenida Recife, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALeam), ela, desde a primeira fase da pandemia do Covid-19, em fevereiro do ano passado (2020), quando foi pega desprevenida, teve que vender carretas de sua propriedade para se manter e ajudar os seus funcionários.

Entre as duas ondas ou fazes da pandemia, ela contabiliza quase 12 meses sem trabalhar.

 
Visivelmente abatida, triste, Dona Conceição diz não entender os critérios do decreto governamental que fechou os parques de diversões, neste período, mas flexibilizou o funcionamento de bares, restaurantes, flutuantes e outros locais públicos.

Ela é uma das pioneiras no ramo e começou com o parque Tom e Jerry. Desde os anos 90 ela atua no ramo do entretenimento, junto com a família.

Munida de jornais antigos, entre eles uma edição do Diário do Amazonas de 28 de Dezembro de 1990, onde a matéria fala sobre o parque Tom e Jerry, além de boletos de contas de água, energia e aluguel, bem como pagamentos de impostos, ela clama por sensibilidade das autoridades.



AMEAÇA

Revoltada, Conceição disse que tentou abrir no último dia primeiro de Abril, mas logo chegou a fiscalização e a ameaçou com uma notificação de advertência e no caso de reincidência, pagaria uma multa de R$ 50 mil.

“Agora, veja bem, eu sabendo que todos os outros locais estão abertos e funcionando, inclusive os shoppings e não tentar abrir o nosso parque, não entendo, uma fez que aqui é um ambiente aberto e nós cumprimos todos os protocolos, com redução do número de frequentadores, obrigação de utilização de máscaras, álcool em gel e higienização do local”, questiona.

À beira da falência, triste em não poder trabalhar, Conceição apela ao governador Wilson Lima e ao prefeito David Almeida, para que olhem para a situação dos proprietários dos parques de diversões que geram emprego e renda e precisam voltar a funcionar.

“É muito triste essa situação. Eu sou uma empregadora, eu gero emprego e pago meus impostos, preciso trabalhar”, clama.



PEDRO E ELIAS

A imagem dos funcionários Pedro e Elias, na porta de entrada do Mirage Parque, como se tivessem observando o além, demonstra a tristeza do local e a esperança de que as crianças e seus pais retornem para brincar.

Os dois trabalham há mais de 40 anos no local e também se dizem triste com a situação. “Nós pintamos, limpamos e todos os brinquedos estão prontos para receber as crianças e jovens, mas o governo não libera”, revela um dos funcionários.



CARREATA

Nesta terça-feira, os proprietários de parque de diversão irão realizar uma carreta pacífica, até a sede do governo, para pedir apoio ao governador Wilson Lima.

“Queria poder falar com o governador, com o prefeito, mas não conseguimos. Queria que eles olhassem por nós. Precisamos funcionar e trabalhar. Só isso que queremos”, diz Conceição, esperançosa que as autoridades liberem o funcionamento dos parques.




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